Auto-espionagem Autorizada

ENZO ANNICCHINO

A palestra, com a temática “Desmistificando o uso de dados na publicidade digital” foi apresentada por Luis Machado, Country Manager brasileiro do KBM Group. Na palestra Luis nos atualizou sobre a criação de campanhas publicitarias de diversos produtos a partir da Ciência de dados de publico eo quanto somos vigiados na internet, e o quanto eles conseguem fazer com esses nossos rastros na publicidade digital nessa era de Big data, pelo imensurável volume de geração de dados por empresas, aparelhos e pessoas.

As empresas reconhecem que seu produto tem atratividade para diferentes perfis de público podendo usar uma campanhaque aproxima e se conecta melhor com esses perfis, ao invés de definir um padrão que tende a privilegiar apenas parcela dessas pessoas, afastando as demais.

A utilização do big data, porém vai muito além de compreender e melhorar a experiência do comprador, essa tecnologia auxilia na redução de custos, na melhora do ROI das ações de marketing, otimizar processos e ate prever certas mudanças e movimentos de mercado antes da concorrência. Ele exemplifica citando um tênis que você queria muito então entrou em uma loja virtual para se informar mais sobre o produto e preços, porem mesmo que você desista do tênis ou acabe comprando em algum outro lugar, esse tênis continuara te assombrando e te perseguindo por um bom tempo nas redes sócias. Assim que fazer a coleta de dados e perfil de publico, com esse restro deixado por você nas lojas e em pontos de vendas a partir de formulários e softwares de monitoramento. Com esses dados do publico a empresa faz a geração de campanhas publicitarias, a partir do perfil de compra dos clientes.

No final da palestra ele nos apresentou o Jibo, o robô social, criado pela professora Cynthia Breazeal, do Laboratório de Mídia do MIT. Aparece com a proposta de “o primeiro robô familiar do mundo” um novo queridinho, um amigo para te ajudar na hora que precisar apenas ouvindo seu comando de voz. Ele é capaz de ler livros para crianças ditar receitas ou outras pesquisas, tirar fotos de sua família, além de reconhecer cada pessoa pelo reconhecimento facial.

Esse caso indaga muito a questão de onde estamos chegando e de que estamos entregando nossa liberdade e nossa privacidade pessoal em troca de segurança, acessibilidade e conforto. Esse robô embora muito útil, pode ser considerado um pouco medonho e assustador a ponto de pensar que ele estará sempre “vigiando” e o quanto as empresas poderão nos manipular através dele, já que saberam o que queremos 24 horas no dia.

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