Será que somos meros números?

Por Clara Ribeiro – 41614277

Pode-se dizer que nossa sociedade se tornou uma espécie de “escrava” da internet e de tudo que ela engloba. E, com isso, é criado um tipo de folclore sobre o que ocorre com nossos dados nessa imensidão que é a web, gerando em um pouco de apreensão e desconfiança.

Com isso em mente Luis Machado da KBM Group tenta desmistificar o que ocorre com nossos preciosos dados no meio digital. Ele introduz sua palestra afirmando que dados são o novo petróleo, eles são valiosíssimos para as empresas e agora mais do que nunca estamos gerando uma quantidade gigantesca de tais.

Mas… o que exatamente é um dado? Grotescamente falando é informação, porém, eles podem ser rotulados em 3 categorias: SPII, que são nossos dados mais sensíveis, como dados de cartão de crédito; PII que são aqueles que nos identificam como pessoa, como nosso e-mail e número de telefone e Agregados que são usados sem a necessidade da pessoa se identificar. E como eles conseguem esses dados? Eles podem ser declarados por nós mesmos; Observado, ou seja, sem a pessoa dar esses dados diretamente ou eles podem ser inferidos, os quais são cálculos de idade ou até a camisa do seu time favorito por exemplo, eles são deduzidos.

É possível recolher dados através de contato, compras online, interesse (mais conhecida como aquela pesquisa no Google que te persegue por dias e dias), demográfica e geolocalização (GPS).

E para onde eles vão? Dados são armazenados nas chamadas nuvens, figurativamente falando, que são computadores físicos que armazenam os dados dos usuários a distância. Algumas corporações optam por deixar esses servidores (nuvens) em suas próprias empresas mesmo e outras optam por lugares mais distantes, como o Facebook que optou por guardar seus dados em uma floresta localizada na cidade de Lulea, na Suécia, uma cidade mais segura e com uma boa temperatura para armazena-los, ou seja, entre a sede do Facebook no Vale do Silício e seu servidor há uma viagem aérea de 16 horas.

Segue abaixo fotos do servidor do Sesc São Paulo, localizado em sua sede.

Apenas quatro grandes corporações possuem mais da metade dos armazenamentos em nuvem rentável do mundo. E se você acreditava que o Google é a maior delas, está completamente equivocado, ele aparece no último lugar dessa lista, atrás da IBM, Microsoft e da Amazon que é de longe a maior delas com mais de 35 centro de dados em todo o mundo. Centro de Dados, são verdadeiras fortalezas, com inúmeros níveis de segurança, tanto digital quanto física.

Parece que as utilizações de dados tomaram conta do nosso mundo online e também o off-line e estão aqui para facilitar nossos cotidianos. Mas será que somos meros números?

 

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