“…sharks have to keep swimming or they’ll die…”

POR: Marcella Nunes da Costa – 41523131

TO THE BONE BACK
Dia 14 de Julho de 2017 a Netflix lança um filme Original chamado “O Mínimo Para Viver”, em que Lilly Colins interpreta Ellen, ou Eli, como é apelidada. O longa-metragem aborda um assunto que não é popularmente tratado ou explicado para a grande maioria das pessoas. Eli sofre um distúrbio alimentar e é Anorexa. A personagem é uma garota de 20 anos, que já foi internada várias vezes na tentativa de se recuperar, porém todas elas falhas até que a madrasta de Eli procura um médico com métodos não convencionais para auxiliar no tratamento da enteada, o Dr. William Becham (interpretado por Keanu Reeves). O médico trata seus pacientes em uma casa, em que eles vivem juntos, o que no começo causa um estranhamento em Eli, que não tem noção da gravidade do problema que está vivendo e acaba sendo irônica com os colegas.

Saindo da ficção e analisando a repercussão que o filme teve, apenas por tratar desse tipo de assunto, começa com uma entrevista que a atriz Lilly Colins deu a The Edit, em que a atriz conta um causo; Para fazer o filme a atriz perdeu peso e um dia que ela estava saindo na rua encontrou uma amiga de longa data, da idade de sua mãe e a mulher disse “Nossa! Olha só pra você”, a atriz começou a explicar que estava daquele jeito apenas para um papel, e então a mulher respondeu “Não! Eu quero saber o que você tem feito, você está maravilhosa”, e foi quando Lilly Colins entrou no carro com sua mãe, contou o causo e comentou “É por isso que o problema existe”.

LILY COLINS TO THE BONE

Essa frase foi o que mais me chamou atenção, pois a partir daí é possível reconhecer, de um panorama geral, quão grande é o poder que a comunicação tem para representar e reafirmar os valores sociais; essa amiga tem dentro de si modelos que devem ser certos e seguidos pelas mulheres, trazidos pelos meios de comunicação de massa. Lembrando que esses valores sociais nada mais são do que a ética e, ainda mais, são poderosos o suficiente para conduzir comportamentos. O que o filme evidencia é justamente a anorexia como uma consequência dos valores sociais impostos pelos meios sociais, desde família (o que no filme, a protagonista tem uma família bastante desequilibrada), meio profissional ou até mesmo entre amigos.

Os meios de comunicação tem muita credibilidade com o público e por isso a ética dos meios de comunicação de massa, que tem grande alcance, como Publicidade, TV, Internet e Cinema chegam a dominar efetivamente o espectador, injetando um modelo de vida, atualmente chamado de “padrão”, algo que todos devem querer alcançar para uma certa satisfação perante o mundo e perante o outro. Porém, algo que muitas, muitas vezes não é percebido e muito menos falado é que todo esse tipo de informação é produzida por empresas, ou seja, as informações dos meios de comunicação de massa são, em grande escala, apenas mercadorias que determinam e dominam certo estilo de vida. O fato mais preocupante de tudo isso são as consequências, pois as informações e notícias relatadas nesses meios são tomadas como regras.

LILLY COLINS TO THE BONE -1

Após saber de tudo isso é possível aderir ao pensamento da Pós-Modernidade do pensador francês Edgar Morin, já que a verdade perde valor e credibilidade e os membros da sociedade contemporânea formam seu intelecto por saberes parciais; tendo as informações mercadorias dos meios de comunicação de massa como verdade absoluta, chegando a um extremismo em que a sociedade não se preocupa mais com o que é ou não ético.

A escolha do filme foi feita justamente para reafirmar a comunicação como impostora de valores sociais, resumidos na ética, capaz de conduzir comportamento e, nesse exemplo específico, uma situação complicada com os meios sociais são poderosos o suficiente para levar uma pessoa a anorexia. Outro ponto é a falta de abordagem desse tipo de assunto, que para empresas produtoras de mercadorias não é um assunto interessante, já que esse assunto como mercadoria não vale a pena ser circulado; existe uma saída por meios de produções alternativas, que agora está em ascendência com a maior liberdade dos serviços de Streaming, inclusive é possível citar outros exemplos; assuntos como suicídio, que foi tratado na série da Netflix “13 Reasons Why”, ou então o procedimento dos alimentos, o que foi mostrado no filme original Netflix “Okja”, além de muitos outros assuntos desinteressantes para o mercado da mídia.

TO THE BONE 2

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