O uso de peles no mundo da moda

Louise Moraes – 41610697

 

O uso de peles de animais no mercado da moda: vale o preço?

Com apoio e investimentos milionários por parte das grifes e consumidores, o uso de peles de animais na confecção de itens de luxo para grandes marcas é, e sempre foi, algo controverso. De um lado grandes designers, como Zac Posen e Marc Jacobs, defendem o uso das peles, e de outro, grandes associações que preservam os direitos dos animais e até marcas e estilistas condenam a prática.

A partir de estudos de mercado e comportamento conclui-se que a moda segue direções propostas por birôs e sites especializados, atinge públicos diversos, e está sempre sob o olhar crítico de todos os que acompanham as tendências de tal mercado. As marcas produzem o que seu público-alvo consome, e se ainda há um mercado para peles e couros, conclui-se que ainda há investimento por parte do consumidor.

O ecologicamente correto nunca esteve tão em alta, mas mesmo em uma época “verde”, o investimento por parte do público em itens criados a partir de couros e peles de animais exóticos parece não diminuir, uma vez que o Brasil produziu cerca de 8,2 milhões de peças utilizando couro bovino e exportou por volta de 2,7 bilhões de reais com o mercado de peles apenas em 2010. “Acho estranho as pessoas gritarem e protestarem contra o uso de peles exóticas, sendo que a maioria usa couro. E bastante”, afirma a jornalista de moda Lilian Pacce.

Mesmo com grande consumo, o mercado de peles ainda é, e atrevo a dizer que sempre será, extremamente criticado por parte dos defensores dos direitos dos animais. De organizações como a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), a grifes e designers como Stella McCartney e Chanel, gigantes tem lutado e protestado contra o uso de peles exóticas na indústria da moda, tendo como argumentos o impacto ambiental causado pela prática e todo o processo realizado até que as peças cheguem às passarelas.

O processo de extração das peles conta com animais criados e capturados apenas para terem suas peles extraídas quando desejado. Tais animais serão abatidos em fazendas voltadas para a produção para o mercado da moda, mas até lá, os bichos permanecem em jaulas pequenas e em péssimas condições higiênicas. Alguns desenvolvem problemas digestivos devido à dieta artificial que lhes é oferecida, outros, problemas psicológicos devido aos maus tratos. As técnicas utilizadas para o abatimento dos animais também são criticada por muitos. Eletrocutados, estrangulados ou envenenados, os animais que são utilizados por grifes na confecção de peças de luxo passam por um processo longo até terem suas peles retiradas.

De itens simples, como tênis, cachecóis e tricôs, a itens luxuosos, como casacos, bolsas e jaquetas, o uso de peles no mercado ainda é enorme. Lã, couro e camurça são claros exemplos de produtos obtidos com a exploração animal presentes em muitos guarda-roupas. Grandes artistas e marcas uniram-se a organizações como o PETA para lutar contra a exploração de animais exóticos e a utilização de suas peles e couros na indústria, mas muitos ainda investem em tal segmento, sendo que ainda há uma grande parcela de consumidores que utilizará peças produzidas a partir de peles na próxima estação. O caro preço pago pela moda e vaidade faz com que o mercado da exploração de animais se mantenha até hoje. Os animais não sobrevivem sem suas peles, e nem a moda.

 

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