Precisamos Falar Sobre Aborto

Bianca Raposo   –  41423145

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Na última segunda-feira, dia 3 de outubro, milhares de mulheres na Polônia protestaram contra o projeto de lei que proíbe totalmente o aborto no país. Para o dia apelidado de “Black Monday”, as mulheres vestiram roupas escuras como símbolo de luto pela perda dos direitos reprodutivos.

O projeto busca proibir totalmente a interrupção voluntária da gravidez e as mulheres que passarem pelo procedimento poderão ser punidas com 5 anos de prisão, assim como os médicos que participarem.

Em uma pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que 47 mil mulheres morrem todos os anos no mundo por complicações relacionadas a abortos clandestinos. Na teoria, o procedimento é proibido, mas na prática, mais de 2 mil mulheres abortam todos os dias somente no Brasil.

Em outubro de 2015, aqui no Brasil, milhares de mulheres foram às ruas protestar contra o projeto de lei (PL) 5.069/2013, do deputado Eduardo Cunha e apoiado pelos membros mais religiosos do congresso e do senado, o qual dificulta ainda mais o acesso das mulheres aos procedimentos abortivos.

Apoiados por igrejas cristãs, um dos principais argumentos usados para defender a vida do feto vem de citações bíblicas como “não matarás o embrião por meio do aborto, nem farás que morra o recém-nascido”. Outro argumento de debate é se o feto possui sistema nervoso e sente dor, porém é algo ainda sem resposta pela comunidade médica.

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O aborto pode até ser ilegal no Brasil, mas todos os anos milhares de mulheres se submetem a diversos procedimentos clandestinos e acabam tendo complicações de saúde e, em alguns casos, levando à morte delas. Mulheres que possuem condições financeiras mais favoráveis, podem procurar uma clínica para abortar, porém, as que não possuem esses recursos econômicos vão para um aborto barato e mais inseguro, colocando a vida em risco.

Segundo a ética brasileira, os abortos só são permitidos se forem dentro das normas estabelecidas pela lei, sem levar em conta os valores morais de cada um. Legalizar o aborto não faz dele um ato obrigatório e sim uma questão da moral de cada indivíduo, a opção de interromper a gravidez deveria ser uma questão a qual cada mulher tivesse o livre arbítrio de escolher, não se submeter a procedimentos clandestinos e extremamente perigosos à saúde além de que o fato de escolher abortar não faz da mulher antimoral, somente antiética perante a sociedade a qual a julga.

Na minha opinião, o aborto deve ser legalizado e cabe a cada mulher o livre arbítrio de escolher se quer ou não a gravidez, sendo assim um assunto moral do indivíduo (da mulher) e não ético. É aquela velha frase, meu corpo minhas regras, né?!

imagens: divulgação

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