Gabriela Fernandes – 41610387

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Certa vez, em uma palestra, ouvi a seguinte frase: “Se em um país existe uma delegacia para a mulher, quer dizer que a mulher está apanhando muito.” Isso me fez ver a situação por outro lado, porque sempre achei importante que a população feminina tivesse esse recurso para ajuda, porém me fez ver o quanto as mulheres também estão em constante violência, também na “Lei Maria Penha”.

Criada há apenas dez anos, a Lei Maria da Penha, visa proteção da mulher contra qualquer tipo de agressão, sendo elas físicas e psicológicas, tendo a violência doméstica como crime. A lei foi criada depois que uma mulher, Maria da Penha Maia Fernandes, ficar paraplégica após sofrer constantes agressões do seu marido, além de tentar eletrocutá-la durante o banho após seu período de recuperação. Depois ela e suas filhas, que também sofriam com as agressões, não podiam sair de casa nem receber visitas, tendo que inventar desculpas para amigos e familiares. Esse momento de tortura só terminou depois de uma ordem judicial e um processo em que o agressor, o professor universitário Marco Antonio Heredia Viveros, foi condenado.

O ciclo da violência é composto por três fases, a primeira fase é a evolução da tensão, possuindo a conduta ameaçadora do agressor como agressões verbais e a destruição de alguns objetos, com a vítima sempre tendo uma atitude submissa, sendo paciente e sempre se culpando pela explosão do agressor, tentando achar uma justificativa plausível para tal ato. A segunda fase é a própria agressão, onde o agressor fica ainda mais violento e a vítima ficando fragilizada. E por fim a terceira fase é uma espécie de lua de mel, do qual o agressor se mostra arrependido com medo de perder a vítima, fazendo promessas de mudança de comportamento e de uma vida mais feliz, porém não é isso que acontece, o ciclo acaba se repetindo.

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Geralmente as mulheres que são agredidas têm medo de denunciar a agressão e acabam sofrendo ainda mais. Quando finalmente têm coragem de realizar a denuncia elas acabam sendo questionadas pelas autoridades do por quê do comportamento agressivo do companheiro, o que dificulta ainda mais nas denúncias. Segundo as ONGs feministas, já um grande progresso fazer com que essas mulheres perdessem o medo e denunciassem seus parceiros.

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