Entre a moral e a ética: sexo na vila olimpíca

Com a chegada das olimpíadas ao Brasil, os atletas que nos representariam começaram a se destacar. Se o anonimato e a falta de reconhecimento sempre foram a regra, a exceção vem acontecendo com aqueles que chamam a atenção por algum atributo além do seu desempenho, geralmente a beleza.

Ingrid Oliveira, atleta dos saltos ornamentais, se tornou musa antes do início dos jogos: ela postou uma foto apontando para o símbolo dos jogos de Toronto, onde suas curvas foram o principal assunto, e sua profissão ignorada.

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Assim como ela, centenas de outros competidores treinam pesado, e se dedicam diariamente a sua modalidade, e não é motivo de surpresa o fato de exibirem corpos sarados e saudáveis, assim como o da saltadora. Durante a competição ela ficou ainda mais conhecida, porque cometeu um grande pecado: transar na vila olímpica.

A grande queixa se deu devido ao fato de Ingrid usar o apartamento que dividia com outras atletas para se encontrar com seu parceiro. É compreensível que a movimentação estranha em um lugar onde o objetivo é se concentrar cause certo desconforto, porém, quando se hospeda em um mesmo local jovens do mundo inteiro, em sua melhor forma, com todo o entusiasmo de estar competindo e representando seu país, é de se esperar que o clima seja de entrosamento, e de sexo também.

Há algum tempo não é segredo que os atletas mantem relações sexuais durante o período de jogos, e até hoje, em todas as olimpíadas, nos deixam sem ar com suas performances que desafiam os limites do corpo humano.

Não somos obrigados a concordar com tudo oque a sociedade em que estamos inseridos faz, por isso cada um de nós tem sua moral, que corresponde a seus valores particulares e caminham junto com sua consciência. Entretanto, somos obrigados a conviver com os valores que aquela sociedade tem naquele determinado momento, ou seja: sexo vila olímpica era algo normal.

Aparentemente para sua parceira de salto foi um grande erro. Giovanna Pedroso fez sua queixa sobre o acontecido ao comitê olímpico brasileiro, que considerou tirar Ingrid dos jogos. Apesar de ter sido apenas uma hipótese, os dirigentes se esqueceram que para manter relações sexuais é necessário mais de uma pessoa, no caso, outro atleta brasileiro, Pedro Henrique Gonçalves da Silva, que além de sair vitorioso, não teve sua participação ameaçada em momento algum.

Toda história tem mais de uma versão, e não cabe a nós julgar os envolvidos, porém, diante de uma situação como essa é necessário analisar oque é plausível em um ambiente desses. Culpar uma mulher por um ato que é mundialmente praticado e natural, é retrógrado. Dar mais valor ao corpo dela do que sua capacidade é superficialidade e machismo, e tornar sua vida sexual o assunto do momento, em um período com tantos acontecimentos relevantes é banalizar a função dos veículos de comunicação.

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