De camelô a músico

Caroline Moreira de Oliveira – 41414987

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Atualmente vivemos em uma sociedade totalmente capitalista e que preza o lucro acima de tudo. Nesta mesma sociedade temos o “lado oposto da moeda” os piratas, hackers, camelôs, que lutam pela democratização da informação e que tem o lucro como segundo plano, o importante é conhecer, informar.

Existe um intenso conflito ético entre os dois pontos de vista, o primeiro é quanto à lógica do rentismo capitalista que preza, para que qualquer pessoa possa ter acesso à determinada informação, ela deve pagar para consumi-la, alguém tem que lucrar e neste caso, principalmente os proprietários dos direitos autorais desse conteúdo informativo.

O segundo ponto de vista, se refere aos conhecidos piratas, que prezam principalmente a democratização da informação, o livre acesso a todos, de forma que mesmo as pessoas que não tem orçamento suficiente comprar esses produtos tenham acesso há um baixo orçamento ou até de graça, seria a denominada cultura livre dos próprios piratas e dos camelôs.

Porém, os piratas são constantemente criticados. Se os piratas vão vender, o produtor não vai lucrar? Onde se encaixa a credibilidade, os direitos autorais em uma obra pirateada?

A discussão que trago aqui é exatamente o questionamento desse ponto de vista, pois muitas vezes os próprios produtores de conteúdo começam a aparecer para o público como piratas, vendendo seus artigos como camelôs e a preços acessíveis a todos. A pirataria pode também auxiliar para a divulgação de trabalhos. Deste ponto de vista surge a lei de que todo artista deve ter o direito de comercializar sua própria obra.

Mas desta forma, não estará o artista apenas incentivando a pirataria? Ou esta apenas pensando em cultura livre? Não haverá sempre alguém que sairá perdendo nessa lógica? As produtoras não ganharam pela divulgação da obra! Mas terão essas obras dos camelôs a mesma qualidade? Ou o camelô pode ajudar a divulgar artistas que posteriormente podem vir a procurar por produtoras para enriquecerem seus trabalhos?

Estes são alguns dos casos existentes na luta entre produtoras e piratas. È uma luta ética, moral. Quem está certo? Ninguém sabe. Isso é questão de opinião. E você, é rentista ou pirata?

Se você for rentista, nunca baixou nenhum tipo de conteúdo de graça da internet?

Se você for pirata, nunca quis produzir algum produto e lucrar com ele?

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