Sujeito Pós-moderno

Isabella Gama Ioselli – 41413921

Rádio e TV – 5° Semestre

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Os dois trabalhos, a colagem de recortes de revistas “Veja” e o áudio sobre o Sujeito Pós-Moderno, têm como objetivo refletir sobre a atual sociedade que acompanha a progressiva aparição da necessidade de ostentar, o consumismo. Indivíduos caracterizados pela perda de identidade, com o “ego” instável e que seguem cada vez menos valores tradicionais transmitidos por gerações mais velhas.

O foco da colagem está no Brasil, onde é possível perceber vários exemplos de ostentação, tais como: a ocorrência de muitos cidadãos, principalmente os de classe baixa, apresentarem nomes americanizados, como por exemplo: Jenifer, Michael, e muitas vezes escritos de maneira errada pela falta de conhecimento em inglês. Na maioria dos casos, o motivo desta escolha é pelo fato destes nomes representarem famosos, como ícones de Hollywood e da música, ou seja, pessoas financeiramente bem sucedidas que vivem do luxo e que aparentemente demonstram uma identidade estável caracterizada pela originalidade. Neste exemplo, o nome (americanizado) se torna também um bem, com o propósito de ser exposto para os outros, proporcionando ao indivíduo ser considerado alguém na sociedade e encontrar sua “suposta identidade”.

Este tipo de ostentação, assim como outros, traz um alívio para as pessoas, porém com a velocidade das mudanças, este consolo é momentâneo. O sujeito Pós-moderno se encontra em uma interminável busca da felicidade, sempre angustiado. Assim, o Mercado se aproveita deste problema, passando a idéia que consegue satisfazer essas necessidades.

A colagem também apresenta a palavra crise, que como foi dito no podcast é como encontra-se este novo indivíduo. Uma crise dos dois pilares da modernidade: o sujeito analítico de Freud e o sujeito crítico de Kant. Com o excesso da idéia de liberdade, há a eliminação das diferenças, as pessoas perdem a capacidade reflexiva individual – a moral. O sujeito Pós-moderno funde a ação correta com o pensamento que se um pode – todos podem. Assim, seguindo suas pulsões, sua libido (conceitos de Freud) acabam ultrapassando todos os limites.

Para facilitar o entendimento sobre este conceito, além da abordagem dos pontos: autonomia, consumismo, dessimbolização e a falta da moral, o áudio tem trechos da conversa que tive com a psicóloga Ewa Danuta Cichecka Denari – que explica o conceito a partir de sua experiência profissional.

No áudio também é citada a música de Raul Seixas, “Metamorfose Ambulante”. Na letra fica explícita a condição pós-moderna – o título da canção indica a transformação de um ser em outro – ou seja a perda de uma identidade estável, e a preferência do novo.

Trecho da letra:

“Eu prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Eu prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.

Portanto, essa análise apresenta que tanto no Brasil, como em qualquer outro lugar – os sujeitos se encontram em uma navegação superficial, movidos por seus ilimitados interesses. Como o psicanalista francês, Jacques Lacan descreveu em uma conferência a jovens internos de Sainte-Anne em 1967: “Os homens livres, os verdadeiros, são precisamente os loucos” – no sentido de que com a liberdade exacerbada – os indivíduos se permitem agir a partir de sua libido.

 

 

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