Manda Nudes?

Sofia Ruete de Barros – 41423935

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Atualmente a sociedade devido a tecnologia proporcionada por celulares, computadores e tablets deparou-se com um novo conceito: Nudes. O ato de tirar e mandar fotos intimas tornou-se normal. Porém os casos de vazamentos de imagens intimas tem aumentado e agora contam com a ajuda da lei Carolina Dieckmann.

   O caso da atriz global ocorreu em maio de 2012 quando algumas reproduções fotográficas de imagens intimas da atriz Carolina Dieckmann foram indevidamente divulgadas em sites na rede de computadores. A atriz deixou seu computador em um estabelecimento de assistência técnica e seu correio eletrônico foi invadido. Um indivíduo obteve acesso às imagens e passou a chantagea-la sob pena de divulgar sua imagens. Entretanto Carolina Dieckmann foi a procura da policia e das leis. Os responsáveis foram acusados pelos crimes de difamação e injuria, tipificados, respectivamente, nos arts. 139 e 140 do Código Penal:

Art. 139 – Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua  reputação: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.

Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:         Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

Esses tipos de modalidade de crime não eram muito previstos na época, mas agora com a lei Carolina Dieckmann inclui-se no código penal essa modalidade. O fato ocorrido acabou por fim proporcionando a criação da Lei A Lei 12.737/2012 “Lei Carolina Dieckmann” que define que o crime existe quando o usuário não autoriza o acesso ao aparelho ou quando o criminoso “instala vulnerabilidades para obter vantagem ilícita”. A pena nesses casos é de três meses a um ano de detenção, além de multa.

É possível dizer que isso é um exemplo de falta de moral e ética. Ética, se resume de uma maneira clara e simples, o que é melhor para todos e que seja bom para você. De modo que não ocorram conflitos, desonestidades, e assim por adiante a todos as pessoas, sem exceção. No fato a atriz, passou por uma desestabilização emocional e teve sua imagem prejudicada frente aos fãs e a sociedade. Já o profissional responsável faltou com a moral, ética e leis. De modo que a moral e ética andam juntos, a moral é como você usa os seus direito e deveres de uma profissão para você mesmo, em conjunto com a ética profissional.

Portanto com a grande circulação de nudes nos dias de hoje, o cidadão brasileiro pode contar cada vez mais com recursos que o ajudem a solucionar crimes de vazamentos de suas mídias particulares. Mas até que ponto a lei nos defenderá? Já que casos de divulgação própria de nudes foram recentemente expostos e o próprio indivíduo da foto foi acusado de mentir sobre um falso vazamento, após admitir que ele mesmo havia publicado. Há casos de auto promoção também, em que o indivíduo acaba liberando suas fotos ou até vídeo e acabam ficando famosas. O que leva a própria pessoa perder seus valores morais e a moral. Já que o indivíduo escolhe seus valores e é uma opção ser ético ou anti-ético. Então fica a pergunta: mandar ou não mandar nudes?

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Meta Dados

 

Victorio José Altoé Neto.

Hoje, na era digital em que vivemos seria quase impossível você não produzir dados. Mas oque seriam “Dados”?  Sim, pois bem, dados são “Cookies” ou se preferem, rastros, são deixados pelo usuários durante sua busca na internet. Os dados não somente buscas, são compras, geolocalização, contatos, intenção e até mesmo os seus amigos do Facebook. Todas essas informações tem um valor muito alto e tem um poder muito grande também, sendo até uma forma de manipular muitas pessoas.

Todos os dias gerando informações sobre si próprio, agora nós perguntamos como que essas informação que criamos são devolvidas para nós. Uma empresa muita grande e agora famosa, a Cambridge Analytica, usou essa grande massa de informação obtida no Facebook, com a ciência deles, para supostamente ajudar o presidente Donald Trump á ser eleito nos EUA.

Essa empresa de Dados, como eles chamam, está sendo investigada por utilizar dados do público de forma incorreta, ontem no Channel 4 Inglês, saiu um matéria investigativa sobre a procedência dos dados e a legalidade da utilização dos mesmos. Isso causou um grande rebuliço.  O que podemos ou não fazer com essas informações tão preciosas e derivadas da internet.

Ontem, com esse escândalo as ações do Facebook caíram de valor e a companhia teve uma grande perda de dinheiro, a empresa de dados tem muitas informações e seria necessário saber forma certa, acho que não fazemos ideia do poderia dessas informações.

Auto-espionagem Autorizada

ENZO ANNICCHINO

A palestra, com a temática “Desmistificando o uso de dados na publicidade digital” foi apresentada por Luis Machado, Country Manager brasileiro do KBM Group. Na palestra Luis nos atualizou sobre a criação de campanhas publicitarias de diversos produtos a partir da Ciência de dados de publico eo quanto somos vigiados na internet, e o quanto eles conseguem fazer com esses nossos rastros na publicidade digital nessa era de Big data, pelo imensurável volume de geração de dados por empresas, aparelhos e pessoas.

As empresas reconhecem que seu produto tem atratividade para diferentes perfis de público podendo usar uma campanhaque aproxima e se conecta melhor com esses perfis, ao invés de definir um padrão que tende a privilegiar apenas parcela dessas pessoas, afastando as demais.

A utilização do big data, porém vai muito além de compreender e melhorar a experiência do comprador, essa tecnologia auxilia na redução de custos, na melhora do ROI das ações de marketing, otimizar processos e ate prever certas mudanças e movimentos de mercado antes da concorrência. Ele exemplifica citando um tênis que você queria muito então entrou em uma loja virtual para se informar mais sobre o produto e preços, porem mesmo que você desista do tênis ou acabe comprando em algum outro lugar, esse tênis continuara te assombrando e te perseguindo por um bom tempo nas redes sócias. Assim que fazer a coleta de dados e perfil de publico, com esse restro deixado por você nas lojas e em pontos de vendas a partir de formulários e softwares de monitoramento. Com esses dados do publico a empresa faz a geração de campanhas publicitarias, a partir do perfil de compra dos clientes.

No final da palestra ele nos apresentou o Jibo, o robô social, criado pela professora Cynthia Breazeal, do Laboratório de Mídia do MIT. Aparece com a proposta de “o primeiro robô familiar do mundo” um novo queridinho, um amigo para te ajudar na hora que precisar apenas ouvindo seu comando de voz. Ele é capaz de ler livros para crianças ditar receitas ou outras pesquisas, tirar fotos de sua família, além de reconhecer cada pessoa pelo reconhecimento facial.

Esse caso indaga muito a questão de onde estamos chegando e de que estamos entregando nossa liberdade e nossa privacidade pessoal em troca de segurança, acessibilidade e conforto. Esse robô embora muito útil, pode ser considerado um pouco medonho e assustador a ponto de pensar que ele estará sempre “vigiando” e o quanto as empresas poderão nos manipular através dele, já que saberam o que queremos 24 horas no dia.

Dados em função do Marketing Digital

A mídia digital se desenvolve e moderniza cada dia mais, ganhando espaço dentro do ramo publicitário. Influenciando o modo de compra dos consumidores. A publicidade digital, por sua vez, tem suma importância para a comunicação e o mercado em geral. Através de “Dados” é possível ter ciência do seu público e alvo e possíveis consumidores a partir das informações adquiridas por esse uso de dados e da capacidade apresentada por eles para gerar ações instantâneas para as marcas.
Essa crescente estratégia de marketing nos permite ter a dimensão do que são os dados no cenário atual. A diretora geral da Smartclip Brasil, Riza Soares, discute sobre. “As iniciativas relacionadas aos dados estarão cada vez mais maduras este ano. O uso de dados será mais importante para a nossa economia do que foi o petróleo um dia. É e será um recurso imprescindível na estratégia de negócios de qualquer empresa, seja ela privada ou pública ou de outra natureza”.
Os dados são por assim dizer informações dadas, ou não, pelo indivíduo. É possível obter referências através de declarações feitas pelo usuário, como por exemplo a assinatura; também é possível coleta-las através de dados observados que são aqueles que não são explícitos mas possíveis de deduzir. Ao transformar as informações em resultância, é possível estimar a performance e criatividade das empresas publicitárias.
Outras formas de coletar dados é partir dos contatos, demograficamente, intenções, geolocalização, compra, interesse e afinidade. Com isso há locais mais específicos como os próprios pontos de venda, as redes sociais e web crawling para coletar todas essas informações que ajudarão a atingir o público alvo.
Para que haja uma ordem e evitar uma invasão na privacidade dos usuários, é necessário que hajam leis que controlem esse acesso. Sendo assim, a “Políticas de Privacidade”, boas práticas (opt in, opt out) e Regulamentação com auxílio de medidas como Do Not Call do Procon, Marco Civil e PL – Proteção de dados, são formas de legalizar o acesso à essas informações.
Além disso, há a Regulamentação Geral de Proteção de Dados que consiste justamente nesse controle para que haja o crescimento desse mercado programático. Foi adotada em abril de 2015 no Reino Unido e no Brasil entrará em vigor em maio desse ano. Entre as propostas, a regulamentação enumera meios que autorizam e permitem a transferência internacional de dados.
Com isso, é possível notar que a cada dia mais a coleta de dados é uma estratégia de marketing cada vez mais efetiva para a publicidade digital.

 

A influência dos dados na publicidade digital

Dados é a grande fonte de petróleo para a publicidade digital. Sendo a principal aposta de 2018, os “rastros digitais” deixados pelos usuários na web podem ser livremente utilizados por marketeiros em suas campanhas publicitárias. A coleta ativa ou passiva das informações pessoais aplicadas na fundamentação de ações das mídias programáticas ainda é controversa, e assim muito discutida entre o meio da privacidade na internet.

A coleta de dados abriu possibilidades para a publicidade dirigida ao determinar precisamente o perfil de audiência desejado pelo publicitário. Os usuários são estipulados adequados a receberem anúncios específicos a depender de seu contexto de inserção, como,  por exemplo, afinidade (através de modelagens estatísticas), geolocalização ou até mesmo demográfico. Para Efraim Kapulski, presidente da Associação Brasileira de Marketing de Dados (ABEMD), “Os investimentos em marketing orientado por dados cresceram mundialmente. E o Brasil ficou na média mundial. Hoje dados significam uma comunicação moderna. Virou padrão para as empresas”. Pode-se perceber então a ascensão e importância desse meio nos dias atuais.

A mídia programática é um mecanismo ainda em ascendência mas que trabalha juntamente aos dados. Esse meio é uma ferramenta computadorizada que determina por meio de ofertas monetárias qual anúncio deve ser exibido para qual grupo de pessoas. O “Real Time Bidding” se tornou o padrão para as compras de “ADs” nessa esfera, sendo feito por meio de “lances” assim como um leilão. Em um artigo da Navegg, líder do mercado latino americano em big data, apresenta-se a seguinte ideia: “A diferença entre este e o antigo modelo de compra de mídia online é que antes o foco estava na compra de espaços em canais específicos (placement) e agora está na compra de usuários de um perfil específico independente do site em que esteja“.

Há três categorias de capturação de dados, a first, second-, e third-party. First-party são os dados baseados no comportamento dos usuários, interesse ou ações, como buscas, atividades nas redes e páginas visitadas. Para maior amplitude de informações há o third-party data, como os cookies da internet, que utiliza de dados de terceiros, tendo posteriormente as referências disponíveis para qualquer um. Já os dados secundários, é o mais polêmico de todos, por ultrapassar as questões de privacidade ao serem “adquiridos ao inserir um cookie no website de uma companhia parceira, a fim de captar os dados de usuários dos clientes”, como apontado por Gabriela Stripoli, editora executiva do site Exchange Wire Brasil, focado na divulgação do mercado de compra de mídia online.

O mercado da publicidade digital vem crescendo juntamente a coleta e utilização de dados. Quanto mais fácil o acesso a informação, mais fácil a geração de novas por meio delas

Celina Schmidt

Dados na Publicidade Digital

Inovação e evolução constante dos resultados são sempre os pontos mais importantes quando falamos no uso de dados de na publicidade digital. Contudo, sem dados de qualidades e frequentemente atualizados a prática desse fato é quase impossível.

A tecnologia evoluiu a um ponto em que o comportamento do usuário não é apenas rastreado em um computador desktop, mas em vários pontos de interação tanto no mundo físico quanto no online. Eles podem capturar informações que vão além do digital, analisando o seu ID de dispositivo móvel, seu deslocamento diário, comportamento de compra em e-commerce, transações de cartão de crédito, entre outros.

Imagine a seguinte situação: você entra em uma loja online para procurar por determinado produto, coloca ele no carrinho virtual, mas, por qualquer motivo, acaba não finalizando a compra. Algumas horas depois, ao entrar em outro site, você é impactado por propagandas e ofertas do produto que estava procurando anteriormente.

Isso ocorre graças a estratégia, conhecida como retargeting, e é possível graças aos “cookies” do navegador. Os “cookies” são pequenos pedaços de texto que são baixados em um navegador para rastrear o comportamento online de uma pessoa. Toda vez que entramos em um site, deixamos “rastros”, que podem ser usadas posteriormente para uma estratégia de marketing. Esses dados são capturados e armazenados em pequenos arquivos chamados de “cookies”. Desta maneira, proporciona uma experiência personalizada de compra para cada usuário, tudo isto através da análise de seu PII (Informação pessoalmente identificável).

É preciso uma estratégia de segmentação de usuários para que seja possível alcançar e engajar a audiência correta e da maneira certa.  Atualmente, existe uma preocupação cada vez maior dos usuários com as suas informações pessoais que estão sendo coletadas online. Uma polêmica recente no Facebook foi divulgada por jornais de todo o mundo, denunciando o roubo de dados 50 milhões de para fins políticos. O acontecimento abriu uma discussão sobre o uso de dados nas redes sociais e a necessidade de uma transparência maior por parte das empresas que coletam essas informações.

O uso de dados na publicidade digital vem à tona como uma maneira de criar soluções e alternativas personalizadas, conforme a necessidade de cada consumidor, sendo assim, quando estes são utilizados de modo correto e responsável pelas empresas, acaba por se tornar um grande aliado da publicidade e das grandes marcas.

Por: Catherine Sasson.

Privacidade?

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Vivemos em um mundo fiscalizado vinte e quatro horas por dia e que nos ilude com o que achamos ser de caráter pessoal e privado. Somos monitorados até mesmo nos momentos em que pensamos estar sozinhos.

Empresas e corporações buscam, o tempo inteiro, alcançar-nos enquanto consumidores. Buscam a nossa atenção e, consequentemente, o nosso poder de aquisição. Não apenas o poder financeiro, mas de identidade. Buscamos e aspiramos por uma identidade individual, refletindo isso, a partir do consumo.

Estudos são realizados pelas diversas empresas a fim de descobrir o que o público (nós) queremos comprar. O que gostamos? O que cada grupo social se interessa e como queremos ser vistos? Fazem isso para garantir que, no momento de nossa próxima compra, o produto por eles vendido seja o primeiro a aparecer em nossa busca.

Como fazem isso? É através do Big Data que estas informações são coletadas. Não há privacidade online. O Big Data reúne toda informação por nós pesquisada ou consumida. Peguemos o Netflix por exemplo, consumido em larga escala ao redor do mundo todo. A plataforma sugere filmes e séries para os usuários, baseados nas buscas feitas por estes, tentando oferecer-lhes aquilo que mais se assemelha aos seus gostos e o que é mais provável que seja consumido por estes. O mesmo ocorre quando pesquisamos algo na internet. Anúncios e propagandas que se assemelham ao conteúdo pesquisado aparecem instantaneamente em sites como Facebook, Instagram ou Twitter.

Estes dados coletados não servem apenas para vender e divulgar produtos, mas também para criá-los. Tendo uma fonte extremamente confiável, novos objetos de entretenimento e consumo são desenvolvidos com base em informações reais do público alvo. Séries, filmes, campanhas publicitárias e uma gama diversa de produtos são criados todos os dias, através dos rastros digitais deixados por nós.

 

                                                                                                                                          João Prata

Vitrine Humana

 

Ser detentor daquilo que move o mundo, certamente já foi ambição de muitos. Mas aquilo que move em relação a que? De que mundo estamos falando? Para contextualizar o pensamento, vamos falar do petróleo, que sem dúvidas move a economia e até comportamentos sociais. Dentro desse contexto há quem chame de “o novo petróleo” aquilo que todos nós possuímos, dados.

Informações das mais diversas, demográficas (idade) de geolocalização (lugares que frequenta), de compra ( qual produto mais interessa no momento), essas são apenas algumas das diversas informações pessoais que valem mais do que se imagina.
Algo não palpável como dados digitais, só são realmente valiosos quando devidamente interpretados por quem sabe o que fazer com eles. Exatamente por isso que existem empresas que coletam os dados, classificam e agrupam, deixando o terreno pronto para a compra desses dados por empresas que desejam transformar essa matéria prima, no produto final, publicidade.

Anúncios digitais que parecem ler a sua mente, quando aparecem mostrando exatamente aquilo que você mais deseja, eles de fato não leem a mente mas trabalham como um detetive, seguindo seus passos.

Um projeto de marketing bem efetuado requer grandes recursos financeiros, e errar o alvo pode ser fatal para a empresa, com o mapeamento dos dados a campanha publicitária é pensada, desenvolvida e executada com maior precisão e sucesso.
Sendo assim, seus dados são valiosos, eles fazem parte de um sistema que move o capital e até ações da sociedade, porém quem ganha o valor gerado por ele não é você. Então qual a vantagem de disponibilizar os dados? Nos dias de hoje não é uma opção, o famoso botão “li e aceitos os termos” é empregado em todos os dispositivos e serviços digitais, os mesmos que não realizam nenhuma atividade caso o usuário não aceite esses “termos”, que consistem entre outras coisas, na autorização do uso dos dados.

“Tempo é dinheiro” a frase nunca esteve tão viva, com o mundo digital os milésimos de segundo passaram a importar. Com a automatização dominando vários setores o “Real Time Bidding” controla a coleta de dados literalmente em tempo real. Anúncios, e-mails programados, tudo é destinado e envidado em tempo real e de forma automatizada. Agora que somos de fato detentores de algo que move o mundo, ainda assim o que temos não é nosso.

 

Isabela Faria Teixeira

A biblioteca de dados

À convite da Interactive Advertising Bureau, o Country Manager brasileiro do KBM Group, Luis Machado ministrou um palestra com a temática “Desmistificando o uso de dados na publicidade digital”. A IAB é uma entidade internacionalmente reconhecida pela sua atuação na área de mídia digital, cobrindo as mais diversas vertentes do assunto. No centro de conveções, Luis Machado demonstrou como os rastros digitais dos usuários das redes podem ser aplicadas em campanhas de publicidade digital.

Novos empreendimentos trazem decisões que contêm certo grau de incerteza das informações em que estão baseadas e de suas consequências. Sendo assim, é preciso haver uma pesquisa mercadológica bem feita. Porém, apenas a informação não leva à decisão nem ao sucesso do negócio. É necessário identificar um curso de ação que ajude a encontrar tanto os problemas que precisam de conserto quanto boas oportunidades de atuação. Tal curso de ação deve indicar caminhos que reduzam as incertezas. É possível coletar dados confiáveis regularmente obtidos e organizados por entidades pública ou privadas, de orgãos governamentais até centros de pesquisa, tecnológicos, comerciais, sindicatos, assim como em jornais, revistas e redações.

Quando, por exemplo, alguém pesquisa o preço de um artigo que quer comprar pela internet, serão exibidos continuamente propagandas e ofertas sobre esse mesmo artigo enquanto o usuário navega. Seja no Facebook, no YouTube, em quaisquer sites habitualmente frequentados pelo navegador (ou não) esses anúncios serão exibidos por conta da intensa captação de dados presentes na internet. Essa forma de angariamento de informações dos consumidores, assim como muitas outras, é chamado de big data. O termo big data é relativamente novo, mas esse ato de recolher e armazenar grandes quantidades de informações para eventual análise de dados é bem antigo. O conceito ganhou força no início dos anos 2000, quando um analista famoso deste setor, Doug Laney, articulou a definição de big data: um grande conjunto de dados armazenados. Uma verdadeira biblioteca de dados.

Os dados são coletados de uma grande variedade de fontes, incluindo até mesmo transações comerciais, redes sociais e informações de sensores ou dados transmitidos de máquina a máquina. A crescente capacidade de armazenamento de dados, além da velocidade com que esses dados fluem em tempo real, permite a extraição de insights de negócios provenientes destas informações. A importância do big data não gira em torno da quantidade de dados que você tem, mas em torno do que você faz com eles. A análise correta permite melhorias tanto na qualidade do serviço realizado quanto no aumento do lucro obtido. É possível encontrar respostas que permitam redução de custos e de tempo, assim como o desenvolvimento de novos produtos e ofertas otimizadas. Além disso, a boa utilização do big data influencía na tomada de decisões mais inteligentes, construindo uma evolução positiva.

MERCADO VIRTUAL

A palestra, apresentando como tema “Desmistificando o uso de dados na publicidade digital” foi apresentado por Luis Machado, Country Manager brasileiro do KBM Group. Na palestra Luis compatilhou sobre a criação de campanhas publicitarias de diversos produtos a partir do estudo e da Ciência de dados focado no publico e a vigilância que tem na internet, e o quanto eles conseguem através dessa vigilância ser voltada para a publicidade digital nessa era denominada de Big data, pelo volume gerado de dados por empresas, aparelhos e pessoas.

As empresas reconhecem que seu produto capacidade de identificar diferentes perfis de público podendo usar uma campanha que aproxima e se conecta melhor com esses perfis. A utilização do denominado “big data”, vai muito além de compreender e melhorar a experiência do publico alvo, essa tecnologia auxilia na redução de custos, na melhora das ações de marketing, aperfeiçoar processos. Pode se usar como exemplo quando fazemos uma pesquisa numa loja de livro virtual, quando pesquisamos livros ou qualquer produto, mesmo que desistimos dele, através dos dados coletados vai continuar aparecendo nas Redes Sociais. Com esses dados coletados do publico alvo a empresa faz a geração de campanhas publicitarias, a partir do perfil de compra dos clientes.

O assunto abordado na palestra nos levou a questão de onde estamos chegando e até que ponto tem uma liberdade e segurança das privacidades pessoais e o medo que existe de que estamos sendo vigiados e nossas informações estão sendo usadas contra nós mesmos.

O mistério do Big Data

O Big Data:

É um assunto que nem todas as pessoas possuem conhecimento, mas é de extrema importância na área de mídia digital. Durante a palestra, o Country Manager brasileiro fala dos rastros digitais deixados pelos usuários das redes e de como tais rastros acabam sendo aplicados em campanhas de publicidade digital. Isso é possível, graças ao Big Data.

Em tecnologia da informação, o termo Big Data refere-se a um grande conjunto de dados armazenados. Diz-se que o Big Data se baseia em 5 V’s : velocidade, volume, variedade, veracidade e valor. É um termo muito utilizado na atualidade para nomear conjuntos de dados complexos (Muito grandes). Essa área nos traz alguns desafios, como: análise, captura, curadoria de dados, pesquisa, compartilhamento, armazenamento, etc…

Tais conjuntos de dados crescem a todo momento, pois são cada vez mais frequentes e numerosos. A cada ano que passa, essa informação Big Data tende a ficar cada vez maior.

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Continuando a explicação desse termo, darei um exemplo simples, que aconteceu comigo e  que provavelmente já deve ter acontecido com muitos de vocês, de como o Big Data pode aparecer, no caso, na publicidade digital. Eu queria comprar um óculos específico pela internet, então comecei a fazer uma pesquisa de preços para saber em qual loja o óculos sairia mais em conta. Porém enquanto fiz tal pesquisa, começaram a surgir várias propagandas e ofertas desse mesmo ocúlos pra mim. Pois é, não importa se você vai estar no Facebook, Twitter, Instagram,etc. Tais anúncios continuaram sendo exibidos devido a captação de dados presentes enquanto está navegando. E é esse algoritmo de informações que nós chamamos Big Data. Isso pode parecer ruim, pois já não temos privacidade online. Muitas empresas podem ter acessos aos nossos dados pessoais. Hoje, já temos a noção de que as nossas ações são monitoradas quando usamos celulares, cartões de crédito, quando fazemos busca pela web ou até mesmo quando acessamos um site.

Agora, por outro lado, podemos perceber que o Big Data tem um grande ponto positivo. Uma analise correta desses dados disponibilizados, pode levar a melhoria de serviços além do aumento de lucros, como é o caso do Netflix que vem cada vez mais se aprimorando e atendendo aos gostos alheios. O que realmente importa, não é a quantidade de dados que o usuário tem, mas sim em o que você faz com esses dados. Utilizar do Big Data, nesse caso, é dar um passo a frente.

Qual o beneficio que o Big Data traz consigo?

Ele consegue recolher e armazenar informações de maneira rápida e prática. O que facilita nas analises de dados.