Publicidade só para você.

Por Gabriela Biasioli

A publicidade digital tem se utilizado cada vez mais de dados, de uma maneira inteligente e direcionada, para atingir seu principal objetivo, a venda de produtos. Luis Machado, Country Manager Brazil – KBM Group,  afirma que, atualmente, os dados para a publicidade são o novo petróleo, entretanto, diferenciam-se dessa riqueza natural por sua abundânciahaja vista que a humanidade nunca produziu tantos dados como atualmente. Isso acaba virando fonte de riqueza, uma vez que, o acesso a essas infinitas informações, aumenta as chances de sucesso de vendas.

Luis divide os dados em três grandes principais grupos. O primeiro grupo são os dados SPII (Sentive PersonalIntenfiable Information), que são considerados os dados sensíveismais ligados ao lado financeiro, outro grupo de dados são os dados PII (Personal Identiable Information),como nome, endereço etcou seja, informações possíveisde localizar uma pessoa. E finalmente, os dados Anônimosgeralmente dados agregados, onde pessoas são agrupadas por coisas que tenham em comumSendo assim, a publicidade digital utiliza-se disso para apresentar ao possível consumidor produtos que ele já buscou anteriormente ou que pode vir a se interessar, com base na análise de dados

Os dados PII nesse contexto conseguem apresentar um perfil detalhada de consumidor, seguindo esse princípio, diversas tecnologias smart tem sido desenvolvidas para atingir cada vez mais certeiramente os consumidores. O novo IPhone apresenta como sua tecnologiareconhecimento facial. Essa tecnologia permite a geraçãode diversos novos dados. O aparelho é capaz de identificar o humor do indivíduo, associar determinado humor aeventos ou locais, entre outros, desenvolvendo assim, um padrão de comportamento e, consequentemente, um padrão de consumo bastante direcionado.

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Lançamento Iphone X

 

O mesmo acontece em voice assistantaparelhos que são conectados a diversos dispositivos de uma casa e interagem constantemente com os moradores, observando tendências de comportamento, a dinâmica familiar e de funcionamento da casa, traçando um padrão de comportamento.

Já é possível ajustar ações publicitárias para que estas tenham mais impacto, com ajustes na edição de vídeo e texto para atingir tal objetivo e obter atenção do público.Isso ocorre, pois, há uma organização dos dados obtidos através desses diversos meios e tecnologias, logo, quanto mais preciso forem os dados, mais certeiro será o resultado.

Desse modo, torna-se clara a importância datecnologia para a publicidade entender e desvendar cada mais seu consumidor. Hoje é inimaginável viver sem estar permeado de tecnologia, sendo assim a geração de dados tende a ser cada vez maior e mais valiosa, a problemática ainda reside em como controlar e limitar a utilização desse montante de informações que são vendidas para serem usadas de modo a estimular o consumo.

Assim, com o crescente acúmulo de dados, obtidos das mais diferentes formas de tecnologia, a públicidade acaba sendo cada vez mais direcionada e, assim, cada vez mais eficiente. Provavelmente, em um futuro próximo, pensar em propanda para uma massa de consumidores será algo improváevel e o comum será pensar em pequenos nichos, bem definidos, ou até em produção de publicidade pensada para cada consumidor individualmente. Assim, a marca pode não apenas vender um produto, mas a máxima do capitalismo moderno: a venda de identidade.

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O Super-Herói na Era Hipermoderna.

por Felipe Locca.

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O Herói.

A figura do herói se manifesta nas mais diversas culturas humanas, para não dizer todas. Sendo a figura do herói tão comum em diferentes contextos socioculturais, é razoável indagar que tal figura serve a algum papel de significação na estruturação cultural de comunidades humanas.

O conceito do herói toma formas diferentes levando-se em conta o contexto em questão, porém em todos os casos certos aspectos são comuns, em geral, o herói é aquele que buscando fazer o bem(nem sempre o bem universal, como veremos a seguir), supera desafios de proporções épicas, de forma excepcional, demonstrando extrema coragem, ingenuidade e força, seja ela física ou emocional. O bem em questão, em muitos casos se refere ao bem de um determinado grupo em detrimento a outros e não necessariamente a um suposto “bem maior”. Heróis podem lutar pelo seu povo, sua classe, sua família ou por si próprio. O desafio e a forma excepcional pela qual ele é superado, em geral, reflete diretamente ao contexto de surgimento de um herói, seu local de origem e tempo histórico, porém sem abandonar os pilares presentes em qualquer outro caso. Por causa disso heróis costumam servir como a representação individualizada de um povo, podendo ser a personificação de um determinado Volksgeist.

Esta lógica foi popularizada nos estudos históricos pelo escocês Thomas Carlyle no séc. XIX, Carlyle propunha que a história é guiada pelo impacto de “grandes homens’, indivíduos influentes que por meio de sua inteligência, carisma ou sabedoria política, utilizavam de seu poder de maneira a causar algum impacto histórico decisivo. A ideia do “grande homem” foi atribuída a diversas figuras históricas do final do séc. XVIII e inicio do XX, como George Washington para as colônias inglesas na América, Napoleão para os franceses e Lord Nelson para os Ingleses. Nos três casos observamos indivíduos que possuíam as características acima citadas e que por meio delas tiveram sem duvida alguma algum impacto histórico importante, além disso, tais figuras serviam de determinada forma como uma representação personificada de suas respectivas nações.  A partir do surgimento de novas perspectivas dos estudos históricos, como materialismo histórico e dialético Marxista, a teoria dos “grandes homens” foi aos poucos abandonada, talvez tendo como sua exemplificação final a figura de Adolf Hitler. Porém a lógica que rege esta teoria foi de certa forma absorvida e re-significada na cultura moderna e posterior.

O Super – Herói.

Um dos exemplos mais pontuais da incorporação da teoria os grandes homens pela Industria Cultural é o Capitão América, um dos primeiros Super-Heróis a surgirem na era de ouro dos quadrinhos Norte-Americanos. Em sua narrativa, o Capitão América é uma das, se não a melhor personificação do “Grande Homem”. Steve Rogers é um jovem pobre, filho de imigrantes Irlandeses, que vive em Manhattan, onde perdeu os pais ainda na infância, magro e desajeitado Steve tem o sonho de trabalhar com ilustração de revistas em quadrinhos. Com a ascensão do Terceiro Reich na Alemanha, Steve é conquistado pela ideia de se alistar no Exército Americano e defender seu país. Como podemos observar, Steve Rogers é um exemplo perfeito do homem moderno, pobre e filho de imigrantes, com dificuldades para se ajustar socialmente e realizar seus desejos ele é conquistado pela maquina de significação que é o Estado.

Apoiado na noção de pátria, dever e honra, o Estado Norte-Americano conseguiu conquistar milhares de jovens a abandonar sua terra, família, amigos e amores, para então cruzar um oceano e arriscar suas vidas no Pacífico e na Europa, Steve é apenas mais um.  Aqui observamos como o Estado consegue exercer influencia perante a sociedade de massa por meio de técnicas que viriam a ser incorporadas pela publicidade. No final de 1941 o porto militar Norte-Americano de Pearl Harbour foi atacado por uma esquadra Japonesa, a perda material e humana desta tragédia foi a “bala mágica” perfeita para que o governo de Roosevelt conseguisse conquistar o apoio popular necessário para se aventurar num conflito com o Eixo. Mais do que tudo, o fato de que as unidades de Inteligência do Exército Americano já sabiam do plano de ataque Japonês e nada fizeram para o evitar, demonstra o como se sabia da necessidade do mesmo para convencer o povo americano. Isso se repete na história recente, com exemplos como a “ameaça comunista”, que justificou as intervenções na Coréia e no Vietnam em o 1950 e 1965 respectivamente e também o 11 de Setembro, que justificou a invasão do Iraque em 2003.

O Hiper-Herói.

Ao longo dos anos 1940 a indústria das HQs plantou sua semente para se tornar um dos pilares da exportação cultural Norte-Americana, talvez o mais importante depois da indústria cinematográfica e fonográfica.

Ela se desenvolveu paralelamente com a derrocada da modernidade, posta em prova pela tragédia da Segunda Guerra Mundial e pelas suas heranças, que só vieram a ser aparentemente superadas com a queda do muro de Berlim, em 1989. A era moderna deu lugar a uma fase que se extende até hoje, onde os valores modernos são questionados em vista ao resultado de suas exacerbações nas décadas de 1930 e 1940 e valores rejeitados pela modernidade são novamente incorporados e combinados, Gilles Lipovetsky cunha o termo Hiper-Modernidade para descrever o que se desenvolve à partir disso. Para Gilles, é vago o conceito de Pós-Moderno, pois este implica na superação e abandono dos valores modernos, ao invés disso, o que se observa é uma intensificação de determinados destes valores que ao invés de rejeitados são re-incorporados, porém agora subordinados à lógica resultante da industrialização galopante, da individualização e mercantilização da sociedade.

Desenvolve-se neste contexto a indústria de quadrinhos Norte-Americana, seus produtos são perfeitos exemplos da hiper-modernidade, isso é claro já nas publicações dos anos quarenta aos anos setenta, porém torna-se realmente presente à partir dos anos oitenta. As editoras percebem neste momento uma queda em vendas e apreciação, isso se deve provavelmente ao fator de que o público inicialmente cativado chegara agora à idade adulta, e os moldes de narrativa e personagem já concretizados pela primeira fase dos quadrinhos agora se esgotava e não mais conquistava novos leitores. Até este momento as narrativas possuíam pouca complexidade, seus personagens eram rasos e com pouca capacidade de gerar empatia, o Super-Herói até ai era simplesmente isso, um Super-Herói.

Nos anos oitenta porém, uma nova geração de escritores, como Frank Miller, trazem uma nova cara para os quadrinhos, passam a questionar os valores já enraizados no gênero, os misturando com novos valores agora incorporados e as vezes até os invertendo. Agora os Super-Heróis ganharam mais traços de personalidade, como conflitos pessoais, valores emocionais profundos e às vezes deturpados, os personagens foram humanizados e as tramas se tornaram mais complexas. Observamos aqui um exemplo perfeito do que Gilles propõe ao discorrer sobre a Era-Hipermoderna. Isso serviu perfeitamente para re-ativar as vendas, pois, além de conquistar novos públicos com novos valores de criação, voltaram a conquistar públicos mais velhos que agora conseguiam encontrar empatia com seus personagens de infância.

É a partir dai que começa a se desenvolver uma nova face da indústria cultural, a sub-cultura que hoje conhecemos pelo termo “nerd” tem suas raízes na geração que leu a nova fase dos quadrinhos nos ano oitenta, mesmo período onde outros produtos cinematográficos que hoje sustentam a cultura pop surgiram. Esta esfera da industria cultural possuí em sua coluna vertebral os valores da Hipermodernidade, noções velhas antes consideradas superadas são novamente incorporados lado a lado a novos valores, e a individualização recai tanto ao consumidor quanto ao produto.

Esta industria hoje é responsável por uma circulação econômica gigantesca, ela é a industria do exagero, do hiper, todas as características e valores que a permeiam são levados a seus extremos. As produções cinematográficas são as mais caras e mais intensas, cada um destes filmes tem como dever conquistar a atenção de consumidores cercados por uma saturação de informação, portanto carregam em si cargas enormes de drama, ação e humor, em cada uma delas se exige a novidade, o inesperado, o surpreendente. Um das práticas mais comuns não só nas adaptações cinematográficas de HQs mas nas produções Hollywoodianas da atualidade em geral é a intertextualidade, percebeu-se que a citação e a referência a outras obras tanto de cinema quando de outras mídias que já se tornaram icônicas, produz automaticamente um efeito de empatia e satisfação no consumidor, portanto isso vem cada vez mais sendo aplicado. Um exemplo claro desta prática é o filme Watchman de 2009, dirigido por Zack Snyder, aqui diversos planos de câmera foram diretamente adaptados da obra impressa, tanto na composição, iluminação e paleta de cores. Ao mesmo tempo que, quando bem utilizada, a citação pode servir de maneira benéfica à obra em questão, ajudando a elevar sua qualidade narrativa, a maneira como obras da atualidade se apoiam totalmente e às vezes exclusivamente a esta práxis apenas reflete como o cinema do blockbuster é completamente subordinado à lógica mercantil, mantendo poucos traços artísticos e de função social que não seja a manutenção da passividade.

A sub-cultura “nerd” hoje é uma das manifestações mais intensas da hipermodernidade, pois não é sustentada por um conjunto de valores específico ou permanente, tem valores fluídos, dependentes de contextos e tempos específicos. Ela tem o poder de se posicionar numa alta escala de importância na vida de seus membros, tomando a forma do conjunto de significados e valores que guiam decisões e opiniões, além de fornecer a noção de pertencimento que tanto desejamos. Porém acima de tudo ela é uma industria, cada um de seus produtos e elementos de significação são acima de tudo mercadorias, nada nesta sub-cultura surge sem ter propósito mercantil, ela é mais uma das das diferentes manifestações culturais humanas, porém, resultante da Hipermodernidade esta cultura é em si uma mercadoria.

Enquanto o herói surge do Volksgeist de um povo, seja por meio de narrativas orais, lendas e mitos contados de geração para geração, com a função de fortalecer os laços de significação de determinada comunidade, ou da criatividade de um autor que desenvolve um personagem utilizando como estrutura os valores do herói. O Super- Herói surge nos últimos suspiros da modernidade, são um produto da indústria cultural, já sob a sombra do capital em estágio avançado de desenvolvimento, tais personagens surgem como mercadoria e com toda a gama de valores ao entorno da lógica mercantil. Cada traço de personalidade e narrativa do Super-Herói é cirurgicamente desenvolvido para a venda, mais que isso, é projetado para conquistar a esfera emocional do consumidor, criando assim um laço intenso, quase que familiar com o fã, que em alguns casos tem o personagem como um fator importante de seu desenvolvimento pessoal.

Manda Nudes?

Sofia Ruete de Barros – 41423935

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Atualmente a sociedade devido a tecnologia proporcionada por celulares, computadores e tablets deparou-se com um novo conceito: Nudes. O ato de tirar e mandar fotos intimas tornou-se normal. Porém os casos de vazamentos de imagens intimas tem aumentado e agora contam com a ajuda da lei Carolina Dieckmann.

   O caso da atriz global ocorreu em maio de 2012 quando algumas reproduções fotográficas de imagens intimas da atriz Carolina Dieckmann foram indevidamente divulgadas em sites na rede de computadores. A atriz deixou seu computador em um estabelecimento de assistência técnica e seu correio eletrônico foi invadido. Um indivíduo obteve acesso às imagens e passou a chantagea-la sob pena de divulgar sua imagens. Entretanto Carolina Dieckmann foi a procura da policia e das leis. Os responsáveis foram acusados pelos crimes de difamação e injuria, tipificados, respectivamente, nos arts. 139 e 140 do Código Penal:

Art. 139 – Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua  reputação: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.

Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:         Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

Esses tipos de modalidade de crime não eram muito previstos na época, mas agora com a lei Carolina Dieckmann inclui-se no código penal essa modalidade. O fato ocorrido acabou por fim proporcionando a criação da Lei A Lei 12.737/2012 “Lei Carolina Dieckmann” que define que o crime existe quando o usuário não autoriza o acesso ao aparelho ou quando o criminoso “instala vulnerabilidades para obter vantagem ilícita”. A pena nesses casos é de três meses a um ano de detenção, além de multa.

É possível dizer que isso é um exemplo de falta de moral e ética. Ética, se resume de uma maneira clara e simples, o que é melhor para todos e que seja bom para você. De modo que não ocorram conflitos, desonestidades, e assim por adiante a todos as pessoas, sem exceção. No fato a atriz, passou por uma desestabilização emocional e teve sua imagem prejudicada frente aos fãs e a sociedade. Já o profissional responsável faltou com a moral, ética e leis. De modo que a moral e ética andam juntos, a moral é como você usa os seus direito e deveres de uma profissão para você mesmo, em conjunto com a ética profissional.

Portanto com a grande circulação de nudes nos dias de hoje, o cidadão brasileiro pode contar cada vez mais com recursos que o ajudem a solucionar crimes de vazamentos de suas mídias particulares. Mas até que ponto a lei nos defenderá? Já que casos de divulgação própria de nudes foram recentemente expostos e o próprio indivíduo da foto foi acusado de mentir sobre um falso vazamento, após admitir que ele mesmo havia publicado. Há casos de auto promoção também, em que o indivíduo acaba liberando suas fotos ou até vídeo e acabam ficando famosas. O que leva a própria pessoa perder seus valores morais e a moral. Já que o indivíduo escolhe seus valores e é uma opção ser ético ou anti-ético. Então fica a pergunta: mandar ou não mandar nudes?

Oi, posso rir de você?

Lucca Seixas de Oliveira, 1 de dezembro de 2015

Estava lendo o Nobre Alcorão. Desisti por falta de paciência. Estava lendo o Nobre Alcorão e me considero um agnóstico, portanto, um kuffar. Ainda por cima sou canhoto e seguro livros com a mão esquerda. Um duplo pecador, Allahu akhbar! Fora os fatos de só conseguir ler ouvindo alguma música e achar nasheeds extremamente enfadonhos. Comecei a ler ouvindo uma banda alemã de goregrind chamada Cock and Ball Torture. Estava tudo errado e eu já pressentia minha estrada para o jaheem sendo construída. Como diria Lenin: que fazer?

Minha primeira opção foi talvez a mais óbvia: procurar na internet modos de me desculpar com Allah pelo pecado cometido. Encontrei muito pouca coisa. A segunda foi procurar auxílio de um amigo seguidor do Islam que, apesar de também pecar consideravelmente, entende bem os preceitos repassados a nós pelo profeta Muhammad. De nada adiantou; a resposta demorava demais. Enquanto minha mente se revirava em meio aos meus arrependimentos e súplicas, uma ideia abençoou meu coração: continuar lendo com a mão direita e implorar perdão mais tarde, após a leitura do Nobre Alcorão.

Quando meu amigo respondeu era tarde demais: a leitura do novo livro de poemas de Diego Moraes me pareceu mais interessante, juntamente com o interesse pelas novas capas do semanário Charlie Hebdo, que vem fazendo minha alegria desde os atentados do início do ano. Passei a acompanhar o site do veículo na base do pouco que entendo de Francês e encontrei um novo perdão para meus pecados. O escárnio.

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Luz, cartunista da equipe que escapou dos atentados segurando a capa da edição seguinte ao atentado.

Em janeiro, no auge da campanha Je Suis Charlie, surgiram na internet uma série de críticas ao estilo ácido e impetuoso apresentado pelo Hebdo. Um dos maiores quadrinistas da atualidade, Joe Sacco, criticou o semanário por apresentar em suas charges um conteúdo descriminatório ao povo árabe e muçulmano. Ao mesmo tempo representantes da New Left mundial tacharam o jornal de “islamofóbico” e racista.

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Charb segurando uma das edições do Charlie Hebdo.

Stéphane Charbonnier, mais conhecido como Charb, foi diretor de publicação e chargista do Charlie Hebdo durante seis anos. Antes de ser assassinado no atentado, Charb entregou um livro intitulado Letter to the Islamophobia Tricksters Who Play into the Hands of Racists (aproximadamente traduzido como Carta para os malandros da islamofobia que jogam o jogo dos racistas). Publicado póstumamente em abril desse ano, Charb deixa um recado indigesto para os militantes anti-preconceito contra muçulmanos: islamofobia não existe. O que existe é o racismo. Essa indigestão muito lembra um grupo inglês de comédia – sempre ela, vítima de tantas represálias – que também polemizou muito nos anos setenta e oitenta: Monty Python.

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O grupo Monty Python nas gravações de A Vida de Brian.

O filme A Vida de Brian, dirigido pelo membro do grupo Terry Jones, escrito e estrelado por todos os pythonianos, conseguiu causar irritação semelhante ao Hebdo nos seguidores do cristianismo e, principalmente, do judaísmo. Na comédia, Brian (Graham Chapman) é um vizinho de Cristo que cresceu a sombra do filho de Deus. Frustrado com a vida monótona de comerciante e irado com o autoritarismo do Império Romano, decide agir. Entra para um dos grupos de ação direta contra seus algozes e acaba sendo confundido com o Messias cristão. Ao final da obra, a cena clássica onde é crucificado junto de vários ladrões e todos cantam a canção Always look on the bright side of life.

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Icônica cena da crucificação em A Vida de Brian.

Além do modo ácido de se fazer humor, uma curiosidade: trocando as religiões, o semanário se transformaria em um personagem icônico do Python. Outro dos trechos mais comentados de A Vida de Brian é o apedrejamento. Já que na tradição judaica o nome de Deus é impronunciável, um idoso é condenado a morte por elogiar a comida de sua esposa com a sentença: “Esse peixe está digno de Jeová!” Toda a cidade se reúne para ver a morte do blasfemador, que enlouquece e começa a pronunciar o nome do altíssimo aleatoriamente. Aos poucos, grande parte da platéia segue o prisioneiro e inicia-se uma série de apedrejamentos. O Charlie, nesse caso, seria o idoso, condenado por criar uma imagem do profeta Maomé. E os apedrejadores, além dos grupos jihadistas, são todos que criticam o apedrejado por transgredir dogmas de mais de mil e quatrocentos anos.

Sim, mil e quatrocentos anos. No caso do Python, dois mil e quinze anos para o cristianismo e cinco mil setecentos e setenta e seis anos para o judaísmo.

Apesar de tudo, não acredito na comédia por si só. O humor, como base para a convivência humana, não deve ser usado apenas para rebaixar algo ou alguém. O Charlie Hebdo satiriza as religiões abraâmicas para denunciar seu atraso perante a evolução intelectual do ser humano. O Python o mesmo. Reitero o que disse no parágrafo anterior. Todas as religiões abraâmicas possuem mais de mil anos. Elas e seus dogmas. O impacto que causam nas relações sociais é desproporcional à obsolescência de suas ideias. E os avanços tecnológicos produzidos por religiosos (não a religião, como uns insistem) são válidos, mas não escondem a Inquisição Espanhola, o genocídio palestino  para a fomentação do Estado de Israel e a venda de garotas kuffar para Imãs satisfazerem seus impulsos sexuais.

Antissemita, anticristo, islamofóbico. Os atentados ao Charlie provaram que mexer com religiosos que não estão quietos pode não ser um bom negócio. Mas repito a citação: que fazer? Em tempos de violência que perduram desde o nascimento do primeiro Homo erectus, devemos, como diz Brian na cruz, sempre olhar para o lado brilhante da vida.  E terminar de ler o Nobre Alcorão.  

A censura está quase de volta…

A censura foi um grande problema na época da ditadura, mas o que é isso?

Censura: (do latim censura) é a aprovação ou desaprovação prévia de circulação de informação, visando à proteção dos interesses de um Estado ou grupo de poder. A censura criminaliza certas ações de comunicação, ou até a tentativa de exercer essa comunicação. Consiste em qualquer tentativa de suprimir circulação de informações, opiniões e até formas de expressão, como a arte.

Após a ditadura o governo afirma que a censura acabou, mas indiretamente ainda vemos ela muito presente… Muitos proíbem certas manifestações artísticas, negam dinheiro de lei de incentivo por não apoiarem determinada peça ou obra de arte, ou ate mesmo pelo fato de ser uma critica ao governo.

No Brasil hoje temos algumas leis para o incentivo do teatro, coisa que funciona muito mal no atual governo e é só mais uma teta onde o governo mama dinheiro. Na teoria das leis seriam para o apoio da cultura e para as companhias de teatro investirem em pesquisas e produções, mas que na real estão sendo mal distribuídas e utilizadas para esquemas de desvios de dinheiro dentre elas estão as duas principais Leis, rouanet (Lei 8.313/91) e lei do fomento que já estão no atual governo, com muita dificuldade de “sobreviver” e de ser atribuída para suas reais funções (incentivo a cultura).

Segundo pesquisas temos muita chance do candidato do PSL Jair Bolsonaro assumir a presidência, o que censuraria mais ainda a arte e o teatro no Brasil, Jair Bolsonaro disse em entrevista que se assumir a presidência da republica, vai acabar com o ministério da cultura, que vai cortar muito do dinheiro da lei rouanet e que eles vão escolher quem eles acham que tem potencial pra receber incentivo. É o único candidato dentre todos os presidenciáveis que não tem nada declarado a cultura no seu plano de governo… ou seja a censura não acabou e sim foi maquiada.IMG_2588 (1)

Marketing Multinível e Esquema de Pirâmide: Fique esperto!

        Uma crítica acerca da hipocrisia, alienação e falta de ética nestes “modelos” de empresa.

         Se você tem mais de 20 anos, provavelmente já foi chamado para fazer parte de alguma empresa que utiliza o Marketing Multinível, tais como Hinode, Jeunesse, Herbalife e MaryKay. Caso isso ainda não lhe tenha acontecido, é preciso avisar desde já: tome cuidado.

         Mas o que é Marketing Multinível? É um modelo de venda que se dá pelo recrutamento indireto de vendedores (que pagam um pacote com os produtos para poder participar da empresa) e a premiação de bônus agentes que ajudam a promover certos bens de consumo e serviços (como produtos de beleza, emagrecimento, e até telefonia) ao invés de investir em publicidade, como tradicionalmente. Até aí tudo bem, não há problema algum. O erro está presente quando a rede (o recrutamento de vendedores) é a própria sustentação do negócio, onde os investidores que possuem mais recrutados lucram imensamente em cima do trabalho seus inferiores, configurando uma pirâmide. Há algum tempo, tive a oportunidade de conhecer um nicho de pessoas que foram recrutadas por uma dessas empresas que diz ser de “Marketing Multinível”, e até hoje as vejo recrutando outras pessoas, mas nunca conheci alguém que comprasse e consumisse os produtos (a não ser eles mesmos).

         Esse esquema de pirâmide é ilegal em diversos países, incluindo o Brasil. Nossa nação está vivendo uma epidemia de pirâmides. Como um vírus que vai se dissipando, mais de 30 empresas são investigadas pelo Ministério Público, apontadas de praticar esse esquema. Com a Internet, ficou muito mais fácil fazer contato com qualquer indivíduo e recrutá-lo para a empresa que você trabalha. Um dos casos mais recentes amplamente divulgado foi o da TelexFREE,  acusada de operar uma das maiores fraudes financeiras da história do Brasil, segundo o Ministério da Justiça. Tendo visto que esse esquema não é sustentável, por que continuar praticando-o?

         A advogada Sylvia Urquiza, especialista em Direito Penal Empresarial do escritório Urquiza, Pimentel e Fonti Advogados afirma: “O limite entre o lícito e o ilícito é muito estreito e cada caso tem que ser analisado unicamente. A generalização do Marketing Multinível como conduta criminosa é perigosa”.

         Essas empresas possuem toda uma filosofia de vida. Desde as redes sociais, vemos que os recrutados cultuam uma vida utópica, perfeita, visionária, se desintoxicando de tudo aquilo que lhes faz mal. Abaixo, separei algumas frases de efeito utilizadas por eles:

“Nunca deixe que a opinião de um terceiro sobre você se torne sua realidade”;

“Seja honesto e esqueça o resto”;

“O importante da vida é ser feliz”;

“Trabalhe com algo que você realmente goste, e você nunca precisará trabalhar na vida”;

“Por que viver uma vida boa se é possível viver uma extraordinária?”;

“Foco não é dizer sim para algumas coisas e sim dizer não para as coisas que te boicotam”;

“Não adianta pedir pra Deus guiar seus passos se você não está disposto a mover seus pés”;

“Não deseje menos problemas, deseje mais habilidades, não deseje menos desafios, deseje mais sabedoria”;

“Aquela paz interior de quem está cortando tudo o que é toxico e faz mal da vida”;

         E hashtags, como: #foco, #mindset, #legado, #thinkbigger, #decisão e #futuro.

         Eles te chamam sempre com o mesmo discurso: primeiro falam que estão envolvidos em um projeto, depois sobre quão grande a empresa é, te elogiam , mostram como a empresa é importante para eles e como ela os fez bem. Tudo é dito com tanta certeza e com tanta lábia, que transmite uma sensação de confiança e de que tudo aquilo é verdadeiro, certo e benéfico. É o famoso jeitinho brasileiro: pregam o que é errado só para tirar vantagem de outros indivíduos.

Algumas das recompensas prometidas por uma das empresas de Marketing Multinacional, ao alcançar determinados cargos.

         Uma vez que os recrutados se aproveitam da inocência das pessoas (que normalmente não entendem do que se trata a empresa – tenho amigos que acharam que era trabalho voluntário, alguns acreditavam ser um trabalho da faculdade e outros uma palestra sobre a área em que atuam) e te convencem a frequentar uma conversa/palestra, várias informações são passadas: desde o material utilizado nos produtos, passando pelos “agrados”, “recompensas” concebidos àqueles que alcançarem X número de vendas, as possíveis ações que a empresa faz (e que você pode contribuir) para ajudar crianças necessitadas na África, até o momento final quando você se depara com os possíveis pacotes com preços absurdos que você deve PAGAR para participar da empresa. Onde já se viu pagar para trabalhar?

Níveis de cargo dentro de uma das empresas de Marketing Multinível.

Eles ainda fazem com que você tenha a sensação de que vai conseguir chegar ao topo da pirâmide, lucrar quantias surreais de dinheiro e, quem sabe, se tornar um executivo pérola, uma elite safira, um diretor rubi, ou talvez alcançar o caro mais alto: um diretor diamante coroa – nomenclaturas usadas por eles para diferenciar pessoas de divergentes níveis da pirâmide na empresa. Sendo que você lucra com o trabalho daqueles inferiores à você, ou seja, quanto mais pessoas você e seus recrutados conseguem, mais dinheiro você ganha. É tudo muito bem pensado para influenciar, enganar e explorar as pessoas. A desinformação acaba lhe induzindo ao erro.

Slide utilizado em uma das palestras de uma empresa de Marketing Multinível.

 Vemos de um modo bem claro que a ideia dessas empresas é aberta e extremamente capitalista, onde os inferiores são explorados. Mas o que acontecerá quando a base da pirâmide estiver tão grande a ponto dos recrutados lá de baixo serem praticamente escravizados (uma vez que cada superior ganha dinheiro em cima dos seus recrutados inferiores)? Além disso, há também um pensamento extremamente meritocrata: “São suas decisões, e não suas condições que determinam seu destino!”. Ou seja, não importa aonde você nasceu, se você é mulher, negro, gay, gordo ou economicamente estável, se você tomar as decisões certas, você será uma pessoa de sucesso. Porém nós sabemos que o mundo não é nem um pouco assim… O preconceito está enraizado há muito tempo e mesmo com as intensas e frequentes lutas para obter a equidade, ainda não estamos perto de torná-lo algo mínimo e insignificante.

         Empresas deste tipo lotam arenas e alienam os recrutados, que acreditam piamente naquilo dissipado por seus superiores. Pessoas que compartilham as mesmas opiniões tendem a formar grupos, e nós, humanos, temos a necessidade de fazer parte de algum. É exatamente isso o que ocorre com os recrutados dessas empresas. Dizem que é preciso saber separar a vida profissional da vida pessoal, mas acabam fracassando ao tentar recrutar todos os conhecidos com quem tinham contato e, eventualmente, com os que tinham contato mínimo. As empresas fazem uma lavagem cerebral tão grande nos recrutados, a ponto de fazer eles terminarem relacionamentos amorosos, amizades, se afastarem de faculdades e até pedirem demissão de trabalhos. Quando não têm mais ninguém a recorrer, se voltam àqueles com quem possuem o mesmo tipo de pensamento: os membros já recrutados, eles começam a se apoiar em si mesmos e tratam uns aos outros como se fossem sua própria família.

         Eles vão contra a ética da sociedade e da própria empresa, além de ir também contra a própria moral. Não há transparência, não há honestidade, não há respeito, não há decência. Vemos um cenário competitivo, hipócrita, falso, sujo e aproveitador.

Segmento do regulamento de uma das empresas, que trata da suposta ética e o suposto respeito que os recrutados deveriam ter com os demais.

         Diversas séries já trataram do assunto, satirizando-o, tais como a comédia-dramática do Netflix “Orange is the New Black” e a sitcom brasileira de auditório, da Multishow “Vai que Cola”. Essa presença do esquema piramidal em produtos audiovisuais, ajuda a dissipar a ideia de que as empresas que a praticam estão erradas, influenciam e informam os espectadores, que geram opiniões contrárias a elas. E é exatamente isso o que devemos fazer: informar as pessoas de que este é um ato errado e que elas devem ficar atentas para não se envolver em negócios de pirâmide como estes.

NÃO É SÓ O “MITO” QUE ESTÁ NA CAVERNA

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Nessa época de eleição, abriu uma era onde a ética e o respeito estão sendo esquecidos, as pessoas estão se isolando em seus nichos nas redes sociais, formando um círculo social onde interagem apenas com quem compartilham as mesmas opiniões, gerando falta de comunicação voluntária de ambas as partes entre pessoas com diferentes opiniões sobre determinada ideologia.

Você vai ser rotulado de extrema direita ou extrema esquerda sendo que quem não concorda com seu ponto de vista, automaticamente é considerado um inimigo, e a possibilidade de diálogo e de uma discussão baseada na lógica e na sensatez, simplesmente está desaparecendo.

As pessoas estão esquecendo que democracia é aceitar o direito do outro de pensar diferente, e numa atitude infantil, os dois lados se acham donos da razão, como se do outro lado, não houvesse vida inteligente. Num claro desrespeito as diferenças. A atitude é tão infantilizada que não se discute plano de governo, e soluções econômicas proposta pelos candidatos, e sim, sua conduta e opiniões pessoais sobre assuntos generalizados, afastando-se do debate sobre o que realmente interessa ao futuro do país.

Os hindus dizem que a virtude está no meio, no entanto, as pessoas ficam entrincheiradas em polaridades opostas recusando-se ao dialogo e exercendo o mais completo desrespeito às opiniões contrárias, num comportamento infantil.

Amizades terminam, há brigas na família por conta da simpatia por este ou aquele candidato. As pessoas esquecem que a vida segue após as eleições. Independente do resultado, todos seremos obrigados a conviver com o candidato eleito presidente da república. Isto é a democracia, então se acalmem.

Artigo 158

Você já foi ou já viu alguém ser forçado a permanecer quieto?

 

“Art. 158 – Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar fazer alguma coisa:
Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos, e multa.”

 

Os casos mais comuns de chantagem que chegam ao nossos ouvidos são os conectados a relacionamentos amorosos ou com laços de amizades.

O pior de tudo, você já se sentiu emocionalmente fraco por não poder ajudar alguém que estava nessa situação?

Há uns 5 anos atrás apresentei uma menina para meu melhor amigo, começaram a conversar e se interessar um pelo outro. Tudo bem, começaram a ficar cada vez mais próximos e compartilhar cada vez mais coisas entre eles, chegando ao ponto de iniciarem um relacionamento. Conforme os meses foram passando, vi que esse amigo se distanciava cada vez mais. Sem entender o motivo, fui conversar com ele para entender o que estava acontecendo.

Relutante, contou que a menina estava ameaçando denunciar sua família à polícia, caso ele decidisse terminar o relacionamento. Sem pensar muito, eu e outros amigos em comum fomos confrontar a tal namorada. Ela disse que ele estava inventando coisas, que ela jamais faria algo desse tipo. Consequentemente, depois de alguns dias, ele veio brigar com a gente mostrando prints forjados de conversas que ela mandou para ele e agora a sua chantagem tinha mudado: Se ele não parasse de falar conosco, ela ia divulgar mais coisas sobre ele, além das informações sobre a família.

Deu que o namoro continuou e foram morar juntos em outro estado.

O que restou? A amargura de ter apresentado os dois e ter transformado meu amigo em refém de um sentimento.

Sobre ética e intolerância na publicidade.

A ética se faz presente em todos os momentos. E no mundo da publicidade não é diferente, mesmo que ela não seja utilizada  – ou falhe – ela se faz presente por ser de uso fundamental. 

Campanhas publicitárias precisam ter um grande conhecimento a respeito de ética e moral, para que possa segui-la na prática, conseguindo assim, criar ótimas estratégias e programas respeitando, ou muitas vezes não, o público que a visualiza. 

Muitas propagandas recebem o destaque de excelência quando nos levam a refletir sobre o tema discutido no anúncio, se tornando ótimos condutores de aprendizado, cultura e conhecimento. Entretanto, existem falhas no mundo publicitário. Quando o objetivo de exibir um produto nos faz passar por cima de valores corretos e atinge o outro colocando-o como inferior,  faz com que automaticamente nos classifiquemos melhores, nos levam a analisar a ética antiga, onde leis “divinas” eram respeitadas e só. Com a modernidade e pós modernidade nos perdemos no conceito do que é ser ético.

McDonald’s contra Burger King, Coca-Cols contra Pepsi. A guerra entre grandes marcas nem sempre se contentam nos bastidores do mundo dos negócios. Elas chegam até a publicidade com força total. Algumas delas se tornaram clássicos da propaganda. Por exemplo um comercial da Pepsi de 1995, veiculado no intervalo da final do Super Bowl, liga de futebol americano. 

No filme, dois motoristas de caminhão se encontram em um bar. Um deles é entregador da Pepsi e o outro, Coca-Cola. Eles conversam e um decide experimentar o refrigerante do outro. O clima amistoso termina em briga quando o funcionário da Coca-Cola acha a Pepsi tão gostosa que não quer mais devolver o refrigerante para o outro motorista. 

Na época da comemoração do Dia das Bruxas nos Estados Unidos, uma campanha mostrou uma latinha de Pepsi vestida com uma capa da Coca-Cola e a frase: “Desejamos um Halloween de medo para você”. A Coca foi rápida na reposta e, usando a mesma imagem, deu outro significado à capa, usando a frase “Todos querem ser heróis”. 

Propagandas comparativas é muito comum nos Estados Unidos, onde é vista como algo saudável para o mercado e é bem aceita. Não existe uma legislação específica que proíba o uso do nome/marca ou produto de um concorrente numa propaganda. Algumas leis tentam impedir abusos, que não estão ligados a serem somente concorrentes; leis comuns – como danos morais – ou outras específicas da área, como oCódigo Brasileiro de Autoregulamentação Publicitária do CONAR (Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária), que é um órgão formado por publicitários, para fiscalizar a própria publicidade. 

No Brasil, até por uma questão cultural, é um pouco diferente. Aqui, se a propaganda não for feita de forma muito cuidadosa, o consumidor tende a não aceitar muito bem. A estratégia pode acabar tendo o efeito contrário, despertando compaixão e empatia do consumidor pela marca que foi alvo da comparação ou da brincadeira. 

Como podemos afirmar o jeito certo e o jeito errado de lidar com a publicidade comparativa? O que é ético? Não podemos impor a ética elaborada pelo Ocidente e mestres como Aristoteles para todos. Ao nos encontrarmos em uma cultura globalizada somos posto a prova com outros paradigmas da ética. Como encontrar um consenso ético mínimo, valido para todos? A alternativa é buscar na própria essência humana o nosso fundamento: como devo me relacionar entre seres pessoais e sociais. Embora se embase em uma visão teoricamente bem consolidada, a ética é da ordem prática. Se abrirmos mão de agirmos nos limites de um consenso ético mínimo, produziremos catástrofes sócio-ambientais e guerras de ódio e intolerância cada vez maiores. Chega de intolerância. 

Quanto valerá a Gota D`Água?

Resumo: Numa época em que os recursos naturais estão cada vez mais escassos, e que os grandes aglomerados populacionais já começam a sofrer com a falta d’água, precisamos refletir sobre a nossa responsabilidade perante a saúde do nosso planeta. È essencial que haja uma  gestão cuidada da interferência humana no ciclo hidrológico para assegurar o futuro da própria humanidade. Um recurso natural finito e que se tornará cada vez mais raro, e que como todos nós sabemos é absolutamente precioso para a vida das espécies – incluindo a nossa. As mudanças dos ciclos das chuvas vem  surpreendendo a maior parte das áreas úmidas do planeta, inclusive em 2005 a Amazônia enfrentou o que foi chamado na época de “a seca do século”. O que poderá nos acontecer quando acabar a água do planeta? Irá de fato acabar, ou ela ficará contaminada a ponto de não mais servir para o nosso consumo? Muitas são as dúvidas e poucas são as providencias, especialistas dizem que a quantidade de água disponível, desde que bem gerida, é globalmente suficiente para o cenário de crescimento demográfico, mas para que a água não seja um fator limitante do desenvolvimento e, mesmo, de sobrevivência em vastas zonas do mundo, ela deve ser gerida de forma inteligente e integrada (envolvendo abordagens técnicas, ecológicas e sócio-econômicas), no contexto adverso das alterações climáticas, nas quais as estiagens severas passam a acontecer em intervalos cada vez menores, os fortes impactos sobre a população e o bioma já podem ser notados. Portanto providencias melhores do que as até hoje vem sendo tomadas, devem acontecer, senão a gota d`água será muito em breve, um raro e inalcançável recurso natural para a maior parte da população, nesse contexto adverso de alterações climáticas e com a enorme contaminação que promovemos em nosso próprio meio ambiente, precisamos ser pró-ativos e tomar atitudes antes que seja tarde demais. Nesse meu artigo, ciente desta necessidade, selecionei o que o cinema já vem se antecipando e através da sétima arte tenta mostrar o catastrófico impacto da falta deste recurso natural em nossas vidas. Aproveito para deixar como alerta alguns dos bons filmes que levantaram questões sobre a escassez de água.

 

Palavras- Chave: escassez de água, recursos naturais, alterações climáticas, crescimento demográfico, falta d´água, planeta, secas e estiagens, ciclos da chuva, contaminação, impactos sobre o planeta, impacto sobre a vida humana.

 

Seleção de10 Filmes sobre a Escassez da  água e as Nossas Vidas dessa forma;

10º Tank Girl – Detonando o Futuro (1995)

Tank Girl é inspirado numa HQ britânica, o longa nos apresenta a um futuro pós-apocalíptico onde a água praticamente se esgotou. As poucas reservas naturais, escondidas nos lugares mais inóspitos, acabam entrando na mira de uma poderosa corporação, que passa a lucrar com a venda deste precioso recurso natural. Visual bem exótico, inusitados musicais, muitas cores e a adição de inspirados desenhos animados, o longa dirigido por Rachel Talalay encontra na atriz Lori Petty a heroína perfeita para este excêntrico e cult. Com destaque para a cena em que a protagonista toma banho de areia e, para a presença de uma jovem Naomi Watts (King Kong).

 

9º Rango (2011)

Rango promove uma crítica através de carismáticos personagens. Dirigido por Gore Verbinski, o longa narra a história de um camaleão criado em cativeiro. Após muito tempo preso, o animal se torna uma espécie de herói de um pequeno vilarejo ao se colocar a disposição para os protegê-los de um fora da lei. As coisas mudam, no entanto, quando ele acaba sendo o responsável pela escassez de água nesse vilarejo, tendo que comprovar a sua verdadeira coragem ao resolver esse grande problema.

 

8º 127 Horas (2011)


127 Horas é impressionantemente real ao mostrar os limites de um ser humano. Inspirado numa incrível historia real, o longa dirigido por Danny Boyle narra a história de um aventureiro que resolve partir numa escalada solitária por um rochedo norte-americano. O que era para ser um passeio despretensioso, no entanto, vira uma grande agonia quando ele fica com o seu braço preso após uma queda. Durante estas 127 Horas, este homem terá que suportar não só a dor, mas também a falta de água e o frio para conseguir sobreviver. Conduzido com enorme intensidade por Boyle, este drama mostra com extrema competência como a falta de água pode nos levar a conhecer os nossos próprios limites.

7º Os Deuses devem estar Loucos (1984)

Mesmo sem falar propriamente sobre a escassez de água, esta hilária comédia dirigida pelo sul-africano Jamie Uys é precisa ao mostrar o cotidiano de uma isolada tribo em uma árida região. Adotado um sagaz e fictício tom documental, o longa arranca honestas gargalhadas ao acompanhar a trajetória de um nativo para se livrar de um artefato que acaba alterando o relacionamento dentro desta tribo. Vale destacar, aliás, a ótima continuação do ano de 1990, que conseguiu manter a inegável originalidade deste primeiro longa.
6º O Livro de Eli (2010)

O Livro de Eli Dirigido por Albert e Allen Hughes, este longa pós-apocalíptico nos apresenta a um futuro em que os recursos naturais foram completamente consumidos. Com a água vendida à peso de ouro, um grupo liderado por um nefasto sobrevivente tenta reconstruir uma sociedade em torno dos poucos recursos que sobraram. Em meio ao canibalismo e a violência, ele resolve sair a caça de um livro que, segundo a sua teoria, traria o poder para governar todas as outras cidades que existem. É ai que o caminho deste homem se cruza com o de Eli (Denzel Washington), um viajante solitário que traz consigo o tão cobiçado livro. Apostando numa crítica extremamente afiada e em algumas viradas de trama extremamente interessantes, O Livro de Eli está longe de ser “apenas” mais um bom filme de ação.

5º Mad Max – Além da Cúpula do Trovão (1985)

Numa das franquias que melhor explorou esta realidade pós-apocalíptica, Mad-Max: Além da Cúpula do Trovão pintou um cenário nebuloso envolvendo a falta de água. Após vingar a morte de sua esposa nos dois (ótimos) primeiros longas, Max (Mel Gibson) se vê em uma nova aventura quando acaba cruzando com a cidade de Bartertown, um vilarejo criado após a contaminação das principais fontes de água. Fugindo bastante da pegada dos dois primeiros filmes, o diretor George Miller deu uma grande amenizada neste trabalho, que acabou se tornando um cult pela presença da cantora e antagonista Tina Tuner. Um filme estiloso, com uma crítica pertinente, mas que se rendeu a elementos mais comuns dos blockbuster’s.

4º Interestelar (2014)

Um dos trabalhos mais comentados de 2014, Interestelar levantou questões importantíssimas sobre o futuro do nosso planeta. Em meio as pirações do cultuado Christopher Nolan (Batman: O  Cavaleiro das Trevas), o longa estrelado por Matthew McConaughey e Anne Hathaway mostra um futuro em que o planeta Terra está a beira de um colapso. Com o fim de boa parte dos recursos naturais, os seres humanos sobreviviam de milho e poucos vegetais, um grupo de astronautas decide partir numa missão derradeira para conseguir encontrar um novo planeta para os sobreviventes. Correndo contra o tempo, já que o clima árido, a falta de água e de oxigênio era cada vez mais alarmante, o grupo se depara com uma grande dúvida quando dois outros planetas se mostram hospitaleiros para a população da Terra. Com uma primeira metade realmente genial, Nolan é extremamente habilidoso ao nos apresentar a uma realidade tragicamente possível para o nosso planeta. Ainda que o final seja (no mínimo) problemático, Interstelar se mostra pertinente ao evidenciar a nocividade imposta pela escassez dos recursos naturais.

 

3º Vidas Secas (1963)
Reconhecido como um dos principais exemplares do Cinema Novo, Vidas Secas é impecável ao mostrar a verdade nua e crua por trás das secas no sertão nordestino. Inspirado na clássica obra de Graciliano Ramos, o longa dirigido por Nelson Pereira dos Santos acompanha a jornada de uma família de retirantes durante uma grande seca. Procurando uma forma de sobreviver em meio a escassez de água, Fabiano (Átila Iório) vê uma luz no fim do túnel quando a chuva cruza o seu caminho. Ao lado de sua esposa, dos dois filhos e de uma cachorrinha, ele acaba oferecendo os seus serviços para um fazendeiro na esperança de aproveitar esta oportunidade em meio a aridez do sertão. As coisas, no entanto, não ganham contornos positivos, principalmente quando a seca retorna ameaçando não só o seu emprego, mas também a sua própria esperança.

 

2º A Estrada (2009)

Num dos relatos mais contundentes sobre um eventual futuro pós-apocalíptico, A Estrada é exemplar ao construir uma realidade marcada pela completa escassez de recursos naturais. Dirigido por John Hillcoat (Os Infratores), o longa estrelado por Viggo Mortensen acompanha a jornada de um pai em meio a um tenebroso futuro. Dez anos após a destruição do mundo, ele tenta sobreviver ao lado de sua esposa (Charlize Theron) e do seu jovem filho (Kodi Smit-McPhee). Em meio ao canibalismo, a violência e a falta de recursos básicos como a água, o homem tenta ensinar ao seu filho as noções básicas para que ele possa sobreviver neste mundo caótico. Discutindo questões importantíssimas na relação entre pai e filho, A Estrada chega a assustar a nos apresentar a uma realidade completamente desumana. Não só um baita filme, mas também um grandioso alerta. 

1º Wall-E (2008)

Recheado de questões existenciais e de críticas ao consumo desenfreado do nosso planeta, a animação dirigida por Andrew Stanton é impecável ao mostrar as consequências da escassez dos recursos naturais. Na trama, após a completa exaustão do nosso planeta, os habitantes sobreviventes tiveram que recorrer à enormes naves espaciais comandadas por uma grande corporação. No nosso planeta, apesar da falta de água e de oxigênio, um pequeno robô ficou com a responsabilidade de limpar a Terra do lixo deixado pela população. Desenvolvendo uma personalidade humana, o robô acaba encontrando uma forma de vida se restabelecendo no nosso planeta, iniciando assim uma jornada para tentar mostrar a recuperação da Terra.

A musicalidade ética comunicacional

Bons artistas, bem sucedidos e que conhecem o sistema mercadológico sabem que é preciso formar e construir seu próprio sucesso.  Diferentemente dos tempos antigos onde músicos se lançavam, hoje sabemos que não é mais assim. É preciso ter um bom planejamento, uma análise prévia de seu público e uma produtora renomada por trás do trabalho.

Mas onde encaixamos a música na ética, na mídia e na comunicação social?

Vamos lá!

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Independentemente do período, dizemos que é clara a intenção do homem de sempre criar novas formas de se comunicar. Começando por gestos e pinturas rupestres, até a criação e aprimoramento da escrita através da prensa móvel proposta por Gutenberg. A difusão dessas novas informações mudou drasticamente com a chegada da internet e das tecnologias de informação que se mostram presentes até hoje no cotidiano.

Simultaneamente, também foram perceptíveis as mudanças do comportamento quanto o “viver a música”, pois bastava frequentar lojas de discos para conhecer determinado estilo musical. Sendo assim, com sua disseminação, muitos artistas realizavam as ações de produzir e se lançar no mercado, já que até então, não era uma prática muito comum. Artistas viram uma nova forma de criar nichos sociais, onde os interesses culturais fossem compartilhados, criando assim uma conexão natural de novas experiências.

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Uma das principais discussões quando falamos da música como um mercado é o dito “copyright“. Ele parte da relação da natureza singular do fenômeno musical enquanto prática social. A apropriação e a circulação indevida de produções musicais mostram que as questões de ética são efêmeras nos campos da pesquisa, da produção e da prática musical. É uma questão complexa, e pode ser afirmado a partir dela que o pagamento de algum serviço e a compra do material já produzido deve ser realizado com fins específicos de custear todo um trabalho, desde sua produção até sua mão de obra. É inaceitável qualquer tipo de pagamento que vise dar ao comprador privilégios de acesso, informações sem legitimidade, registros de práticas desvinculadas de suas realidades ou dados obtidos de forma indevida.

Pedro Camacho – 01/10/2018

Neologismos

Em terra de palmeiras

o sabiá não canta mais.

As minorias não têm vez,

para os negros só o xadrez,

e para as mulheres?

Nada de direitos iguais.

 

O bonde passa,

mas agora não mais cheio de pernas.

Pernas brancas pretas amarelas

foram proibidas de passar.

 

Barram-se as pernas.

Calam-se as vozes,

como se fez com o sabiá

Quem é que pode falar?

 

Estatuto da juventude.

Artigo 26

que é para todo mundo ter sua vez.

Jovem tem direito à comunicação

e a livre expressão.

Quem diria,

logo no país da opressão?

 

A vontade do jovem é ir para Pasárgada.

Até porque as aves que aqui gorjeiam

não gorjeiam como lá.

 

Jornalistas caídos ali,

comunicadores torturados lá.

Por quem?

Será que é também a mídia que não nos deixa falar?

 

Jornal Nacional é pico de audiência,

mas será que notícia seria notícia

se Lima Barreto fosse o noticiarista?

 

O exercício de um direito

é tratado como crime

no país da concentração

dos meios de comunicação.

 

E em cenário de percentual

nada parece fora do normal,

mesmo sabendo que o Estado

não promove a diversidade cultural.

 

Vou-me embora para Pasárgada,

já que muito perdemos

de nossa Bandeira.

Cegueira.

 

Retinas fotográficas,

em sua mais perfeita

formação inversa,

que se recusam a enxergar.

E oferecem um café

ao homem sem bigode

que pretende nos calar.

A ética na era da comunicação

“uma ética que seja universal e ‘objetivamente fundamentada’, constitui impossibilidade prática (…) uma contradição nos termos.” (BAUMAN, 2003, 15).

Aos nos darmos conta do avanço da tecnologia na era da comunicação, a primeira coisa que vem a mente é sobre o papel da ética e da moral no meio de tudo isso. De que forma a ética e a moral, que até Hegel, significavam a mesma coisa, podiam exercer na comunicação. Uma área onde,comunicadores, influenciadores e profissionais do meio jornalístico, de que maneira a ética pode influenciar o modo como se comunica nestes meios ?

giu-vicente-727228-unsplashQuestões como livre arbítrio e moral são levadas em consideração. O  indivíduo escolhe a sua moral, sua consciência é o seu único juiz, ele pode estar de acordo com a ética de sua sociedade ou contrária a ela.

Um exemplo disso seria o nosso jeitinho brasileiro, onde nós brasileiros que somos, não desistimos nunca, mesmo que para isso tenhamos que ultrapassar alguns limites morais. Sabemos que a conduta é errada, porém exercemos nosso livre arbítrio e escolhemos o errado, já que por esse caminho conseguimos tirar vantagem de algo ou alguém de forma mais fácil. Um meio onde isso pode ocorrer são as famosas notícias falsas.

Compartilhadas a torto ea direito às mesmas não são verificadas profundamente e passam pelos olhos dos leitores como verdade absoluta. Além de os comunicadores, os responsáveis por atualizá-las, não dão conta dos volumes de notícias que se multiplicam por minuto e portanto não são capazes de realizar esta verificação profunda.

Dando assim a oportunidade para a multiplicação não só de notícias assim, fake news, como também para notícias sensacionalistas, manifestos entre outros tipos de textos expressivos na internet. A maioria deles influenciados pelo emotivismo. Onde desabafos, pedidos de ajuda e textos reflexivos entram em questão. Isso porque, questões de assédio e intolerância são discutidas, linchamentos virtuais são a mais nova forma de bullying atualmente.

E para isso que exigimos ferramentas para uma melhor verificação para essas notícias. A primeira forma é o marco civil da internet. Onde questões como a privacidade, a liberdade de expressão e a neutralidade são os principais pontos a serem discutidos. Já que a falta de privacidade vem sendo cada vez mais, algo questionado em redes sociais e no mundo online.  Por meio de armazenamento de dados as mesmas entram na vida das pessoas por meio de plataformas online. E dados como número de cartão de crédito, localização de IP são informações fáceis de serem descobertas.elijah-o-donell-603766-unsplash

Com o programa data driven world, o usuário consegue receber notificações de violação em sua conta, direito de acesso aos dados que estão sendo coletados e o respectivo tratamento que está sendo aplicado além de possuir a privacidade desenhada para minimizar a coleta de dados.

Com a pós verdade, veio meios para melhor verificação desses dados. Um deles são os filtros do “Media Literacy”. O mesmo conta com a falha da tecnologia. Pois mesmo se for possível identificar se uma conta é falsa ou se há um robô por trás do perfil, o uso desses filtros vai depender muito de uma mudança comportamental das pessoas.

Sendo assim, na pós verdade, fica mais fácil se proteger de fake news e pop ups indesejados, porém, depende de todos fazer também uma verificação mais aprofundada em tudo que lemos antes de passarmos para frente.

Jeitinho brasileiro e seu atraso no desenvolvimento social.

Fazer as coisas como são pressupostas pela ética ou pela lei, é muitas vezes visto como algo que está errado, porque não está sendo executada da maneira que a maioria faz. Esses atos corretos aos olhos dos outros são totalmente estranhos e fora do normal, onde na verdade o normal, na teoria, seria seguir as leis e códigos éticos ali pré-estabelecidos. As pessoas que convivem no meio social, ou seja, interagem com outras e fazem parte da sociedade, são pessoas que já trazem consigo uma noção do que fazer e do que não em espaços públicos por exemplo, independente de classe social, educação e língua. Pois, em qualquer país que se visite todas as pessoas tem noção do que é aceito em certos espaços.

O Brasil, é um país que sofreu e ainda sofre com injustiças de todas as formas seja por parte do governo, no quesito de administração de verba e investimentos em educação, saúde e segurança, mas também por parte da própria população, no preconceito e no ódio. O povo brasileiro traz consigo desde de sempre uma indignação com todo sistema que vive e sobre tudo que já passou. Com essa indignação, o povo começou a tentar burlar o sistema para que ele ficasse mais funcional e mais prático.

Com esse pensamento pequenas atitudes foram sendo tomadas, como por exemplo, estacionar em vagas de deficientes, furar a fila do transito, fazer gato, entre outros. Não demorou muito para que uma grande maioria começasse a fazer as mesmas coisas, até um ponto onde cometer infrações, sejam elas ilegais ou imorais, se tornasse algo totalmente comum. No entanto, essas ações se tornaram tão presentes no dia a dia, que foram nomeada de o “jeitinho brasileiro”.

O “jeitinho brasileiro”, traz a ideia de se aproveitar ou tirar vantagem em cima de algo ou de alguma situação, por mais que o indivíduo saiba que o que está fazendo sejam moralmente errado ou até mesmo contra a leia, ou seja, em uma situação complicada ou demorada, segundo essa expressão, tudo tem jeito mesmo se ferir os outros e a constituição. Esse “jeitinho” em sua essência é o egoísmo, e o desespero de conseguir realizar o fato antes dos outros e mais rápido. Desespero esse devido ao sistema e tão precário que o Brasil se encontra, e assim as pessoas deram literalmente seu jeito, jeito esse que não se tem o mínimo de respeito e solidariedade ao próximo.

Exatamente, por não haver essa importância com o próximo, esse “jeitinho brasileiro” não só atrapalha o desenvolvimento do país como também a atrasa deixando a sociedade uma sociedade baseada na trapaça e na fraude. Porque ações que talvez começaram com um furar fila no transito, chegam no nível de suborno, como para ser atendido primeiro no hospital, ou para não levar uma multa, ou até mesmo para passar de ano e comprar carta de motorista. São ações como essas que nos atrasam e nos faz um país corrupto. Dessa forma, muitas dessas ações podem não ser ilegais perante a lei, mas no entanto são totalmente antiéticos diante da sociedade. Logo é um comportamento difícil de ser mudado pois, sempre alguém irá questionar “se ele pode eu também posso” tornando assim esse “jeitinho” um ciclo muito difícil de se quebrar e que leva em conta a vontade de poder fazer igual ao outro, mesmo se o outro estiver errado. Rafael Bittar​